A conversa com os atletas, segundo todos, já estava previamente agendada. Cogita-se que dentre os assuntos tratados por Araújo, além do empate com o Recife, estava o pagamento de prêmios
O presidente do Náutico, Eduardo Araújo, teve uma conversa com o elenco alvirrubro, ontem, antes do treino. Porém, todos no clube, incluindo o diretor de futebol, Adelson Wanderley, o técnico Givanildo Oliveira e os jogadores trataram logo de esclarecer que o fato nada tinha a ver com o empate, em 1×1, com o Recife. Tudo estava previamente agendado. O resultado dificultou a vida do time neste Primeiro Turno do Pernambucano. Se ainda quiser alimentar chances de conquistá-lo, o Timbu tem de ganhar os próximos quatro jogos: Intercontinental (amanhã, em Nossa Senhora do Ó), AGA, Sport e Santa Cruz.
De acordo com Wanderley, o papo girou em torno dos esforços que estão sendo feitos pela diretoria do clube para honrar os compromissos. “Ele disse que continuava acreditando na equipe”, garantiu o diretor de futebol.
Ainda tentando encontrar explicações para o mau resultado, a maioria dos atletas deixou transparecer ter se influenciado pela pressão da torcida. “A gente estava consciente da importância de uma vitória, mas começamos a cometer erros infantis. Aí começamos a perder a confiança e fomos surpreendidos com o gol”, declarou. Quanto à conversa com a direção, ele disse: “…já estava marcado e ele quis nos deixar cientes da situação. A cobrança da diretoria é normal”. As premiações também teriam entrado na pauta da reunião.
Para o jogo de amanhã, frente ao Inter, Givanildo ainda não sabe se contará com o volante Wilson Surubim, que saiu de campo com uma entorse no tornozelo. “O local está inchado e tudo vai depender de amanhã (hoje)”, explicou o médico Paulo Regueira. “A conversa foi um pedido meu e do elenco. Infelizmente, aconteceu depois de um empate. Ele explicou todas as providências, mas também não deixou de lado o resultado. A seu modo, ele atingiu o grupo. A situação preocupa desde o início da competição”, declarou o treinador.