O técnico Heriberto da Cunha disse que a vitória do Náutico foi fruto da forma coletiva como o time se apresentou. Segundo ele, no primeiro tempo, a equipe não soube como usar a velocidade, principalmente a partir dos 20 minutos, quando permitiu que o Central fosse ao ataque tocando a bola.
“Corrigimos tudo no segundo tempo. Fizemos mais um gol, definimos o placar e o time soube como conter o Central, marcando mais forte e melhor posicionado”, analisou o treinador.
Já trocado de roupa e muito assediado pelos repórteres, o meia Mabília concordou em que, por ser um jogador experiente, passe a ser muito exigido na criação das jogadas. “Nós temos um time jovem. Sei que tenho um bom passe e, por isso, tenho a responsabilidade de criar mais, apesar de ser um jogador lento e que não marco muito. Mas Kuki e Sílvio também participam ativamente, como o também o restante do grupo. Corrigimos o nosso posicionamento e defimos o jogo no segundo tempo.”
Num canto do vestiário, o goleiro Gilberto Mineiro estava satisfeito com a sua estréia: “Pelo tempo em que fiquei parado, quase um ano sem jogar, acho que tive um bom rendimento. É evidente que ainda falta ritmo, mas virá com o passar dos jogos.”
Jean Carlos, autor de dois gols rejubilava-se: “Graças a Deus voltei a marcar gols. Isso foi fruto do trabalho que fizemos durante a semana.”
CAPITÃO – O volante Capitão dificilmente virá para o Náutico. A Portuguesa de Desportos decidiu não liberar o jogador e pretende ajustar o seu salário.
CENTRAL – O técnico Ademir Biaconi, que trabalha no Central desde 1974 como preparador físico e nos momentos de dificuldade assumiu várias vezes o time, lamentou a derrota. “Sofremos um gol logo nos primeiros segundos do jogo. Isso desarticulou o time. Chegamos a equilibrar, estivemos empatados, mas depois tomamos o segundo gol, que para mim foi irregular, pois o jogador do Náutico estava em impedimento. No segundo tempo, sofremos outro gol no início. Tentamos ir à frente, mas sem força no ataque.”