Expulso na última rodada, a ausência de Derley no encontro diante do Paraná, amanhã, nos Aflitos, coloca em rota de disputa dois jogadores com histórias bem peculiares no Náutico. Elton, o mais experiente, e Helder, representante da nova geração, lutam não só pelo espaço – no lugar do ídolo alvirrubro – como alimentam a expectativa de viver dias melhores do clube. Hoje pela manhã, no acerto final dirigido pelo técnico Waldemar Lemos, o escolhido ostentará, no mínimo, a condição de “12º titular” da equipe.
Elton não sabe explicar os motivos que o levaram ficar em segundo plano, no Náutico. Versátil, no início do ano – inclusive no giro pelo Sertão no Campeonato Pernambucano –, era uma peça frequente no tabuleiro do ex-treinador Roberto Fernandes. Tanto fazia jogar como volante ou meia. Aos poucos, foi perdendo espaço, tornando sua presença em campo um momento raro no Estadual.
“Não sei o que ocorreu. Agora, estou ganhando a confiança do treinador. Muito porque nunca deixei de trabalhar. Estou pronto para ajudar e muito confiante”, afirmou o porto-alegrense, de 27 anos.
Forjado pelo Náutico, Helder busca seu espaço depois de ter passado maus bocados no início da carreira. Assim que subiu para o profissional, em 2009, teve uma contusão grave. Foi um ano de recuperação até ser emprestado ao Porto, no início de 2011. No Gavião, o mato-grossense, 20, não escondia, após boa jornada no Pernambucano, o desejo de voltar para o Timbu. Foi o que aconteceu.
“O Porto me ajudou muito. Foi importante na minha recuperação. Mas todo mundo quer jogar uma Série B, num time grande”, argumentou. Recuperado e sem temer novas contusões, é mais um a entrar na luta pela titularidade.
Nesta Série B, ambos já tiveram a oportunidade de mostrar serviço. O gaúcho entrou no decorrer de três encontros contra apenas um de Helder, em campo no empate por 2×2 contra o Bragantino, nos Aflitos.
A dúvida entre os volantes reside na característica de jogo cada um. Helder tem muita força na marcação, além de confiar nas suas arrancadas em direção ao ataque. Elton prima pelo toque de bola, candência do jogo, sem esquecer de preencher os espaços, ajudando o setor defensivo.
Neste início de Segundona, talvez a experiência de Elton seja o componente mais interessante para Waldemar Lemos. “Sou um jogador que tenta cadenciar o jogo. Tenho um bom toque de bola, facilitando para o time caso haja a necessidade de mais posse. Helder tem mais explosão. Vamos ver o que o treinador vai definir. O importante é ajudar e vencer mais uma partida na Série B”, comentou.