TREINADOR

Após uma longa carreira como jogador de futebol, em 1991 José Mário Crispim, o Zé Mario, passou a trabalhar como técnico. Hoje, 48 anos, ele é assistente de Heriberto da Cunha, no Náutico.

O treinador começou a carreira no futebol no Botafogo de Ribeirão Preto, em 1969, época em que no Brasil ainda brilhavam Pelé, Rivelino e Tostão, entre outros grandes craques, que no ano seguinte levaram o Brasil ao tricampeonato mundial no México. Com apenas 19 anos, Zé Mario transferiu-se para o Palmeiras, da famosa Academia, tendo Ademir da Guia como o seu maior jogador.

“Fui indicado por Osvaldo Brandão (já morto). O Palmeiras tinha um belo time. Fomos campeões paulistas. Joguei ainda no Palmeiras com Jorge Mendonça e Vasconcelos, que foram contratados ao Náutico”, recorda.

Um dos momentos mais marcantes da carreira de Zé Mário ocorreu em 1977, no Giants Stadium, em Nova Iorque, na despedida de Pelé, quando o Rei do Futebol atuou um tempo pelo Cosmos e outro pelo Santos. “Foi emocionante. Eu estava no Santos. O Cosmos venceu por 2×1, com Pelé marcando um dos gols. Ele foi muito esperto cobrando uma falta sem esperar a autorização do árbitro. Foi uma festa.”

Além de Palmeiras e Santos, Zé Mário passou pelo Noroeste, Ponte Preta, São Paulo, Juventus e Francana. Com o amigo Heriberto da Cunha jogou no São Paulo e no Juventus. Teve grandes treinadores, além de Osvaldo Brandão foi atleta de Telê Santana.

“Eu atuava como um segundo volante. Aprendi muita coisa. Tive grandes treinadores”, ressalta, para lembrar que começou a carreira de técnico nas categorias de base do Botafogo de Ribeirão Preto. “Fizemos um trabalho e revelamos bons jogadores como Cocito (hoje no Corinthians e campeão brasileiro pelo Atlético/PR), Bordon (zagueiro), Lucas (atacante), Rubens Cardoso (lateral) e Gustavo (zagueiro).”

Ainda no Botafogo, assumiu o time, levou o clube da Série C para a Série B do Brasileiro. No Etti Jundiaí, hoje Paulista, trabalhou na divisão de base e depois voltou para Ribeirão Preto e comandou o Botafogo em 2000.

“Heriberto está começando um trabalho no Náutico e o objetivo é subir para a Série A. Os problemas estão sendo resolvidos e tenho certeza de que os resultados virão”, argumenta, para acrescentar: “Heriberto tem o seu planejamento bem definido. Conversamos bastante e trocamos idéias.”

Zé Mário também trabalha ao lado de Leivinha, o segundo assistente-técnico, que permaneceu com a saída do técnico Givanildo Oliveira. “Leivinha é um profissional da casa. Estamos bastante entrosados. Ele conhece todo o trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos na divisão de base. Também estamos sempre em contado com Pedro Manta (técnico dos juniores). Aos poucos vamos observando os garotos nos treinos com os profissionais.”

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