PROMESSAS

Em 1999, o time do Náutico dava um grande salto no caminho da modernização. Era, finalmente, inaugurado o Centro de Treinamento da Guabiraba. Visando revelar jogadores e garantir o futuro do Clube através das negociações futuras, o CT entrou em atividade com todo gás, feito em conjunto por torcedores, o CT se tornou um grande motivo de orgulho para os torcedores alvirrubros. Em 8 anos, o CT já apresentou a torcida alvirrubra o goleiro Dida, os zagueiros Breno e Henrique, o lateral Paulinho CT, os volantes Sandro e Luciano, o meia Diego e os atacantes Danilo Lins e Betinho. Só para citar os mais recentes na memória do torcedor.

2006, o Náutico começa o Campeonato Pernambucano com um elenco repleto de garotos oriundos do time de base. Com a desconfiança da torcida, o time parte para os jogos, os bons resultados não aparecem, as cobranças começam a aumentar e a insatisfação da torcida também. O trabalho do técnico Didi Duarte – principal responsável pela escalação dos jovens jogadores – começa a ser questionado e o sonho começa a virar pesadelo. Chega o momento da troca de treinadores, Roberto Cavalo assume o time profissional e Didi Duarte volta ao time de juniores. Com ele, vários jogadores que estavam sendo aproveitados no time profissional são emprestados ou, simplesmente, param de figurar entre o elenco, caso do volante Vitor Mota, que jogando pelo time profissional atuou apenas improvisado, na lateral esquerda e terminou afastado do time pelo técnico Roberto Cavalo. “A gente faz o atleta, mas, muitas vezes, ele é atropelado. Ou seja, sai dos juniores direto para o profissional com a responsabilidade de resolver o problema da equipe. Eles entram em campo sem estar preparados para a pressão da torcida ou da imprensa”, explica Didi Duarte. Para Didi, é fundamental uma distribuição dos jogadores, para que eles ganhem o reconhecimento do seu trabalho e experiência. “É fundamental fazer intercâmbio com outros clubes. O Náutico é uma grande marca. Desde que conquistou o hexa estadual que é respeitado e reconhecido em todo o País. Por isso, não vejo dificuldade neste trabalho”, explicou.

Negociação de jovens jogadores, com certeza, não é o forte alvirrubro. Apesar de toda estrutura garantida pelo CT, do planejamento, o Náutico não consegue negociar bem os seus jovens jogadores. O último atleta negociado com lucro para o Clube foi o meia Aílton, negociado com o São Paulo, o atleta chegou a ser apontado como uma estrela, mas acabou se ofuscando e não rendeu no clube paulista o necessário para garantir sua permanência. O outro lado da historia pode ser visto no caso Jorge Henrique. O atacante com uma ótima passagem pelo time profissional, tinha tudo para ser uma ótima transferência para o clube, se sua saída não tivesse sido tão conturbada. Brigando judicialmente com o time, o atleta acabou indo para o Atlético-PR, onde não foi aproveitado e hoje está emprestado ao Ceará. Para o diretor Marcílio Sales, o trabalho realizado pela base do clube não pode ser questionado. “O problema é o imediatismo no futebol. A torcida e a imprensa querem o resultado a todo custo e isso atrapalha”, disse. “Hoje, temos o Diogo no Atlético-PR e o Diego, que está conosco, mas já tem pré-contrato com o Rio Ave de Portugal”, finalizou.

Cavalo chega para arrumar a casa, e, aos poucos, vai afastando os jovens jogadores do time titular. No entanto, num passe de mágica (ou teria sido no vácuo de Flávio?) surge entre os titulares o jovem Sandro, volante, 17 anos, e com direito a elogios rasgados do treinador Roberto Cavalo. “Não é todo jogador que entra pela primeira vez no time e tem esse tipo de liderança. No entanto, não foi surpresa para mim, pois vi o jogo contra o Salgueiro e percebi que ele tinha qualidade e personalidade, pois a partida estava complicada e ele bateu o pênalti que deu a vitória para o Náutico”, disse o treinador, na época que escalou o jovem volante. Mas Cavalo também destacou a “frieza” do apoio recebido pelo jogador. “Esses atletas precisam de apoio moral da torcida e da imprensa. Fico observando os jornalistas entrevistando os jogadores e ninguém faz uma pergunta sequer para Sandro, que tem 17 anos, e é titular da equipe”, “É fundamental saber que jogador dos juniores não vai resolver o problema do time. Ele apenas ajuda a superá-lo”, destacou.

Cavalo não conseguiu os resultados esperados pela direção e acabou saindo. Entra o então desconhecido Paulo Campos, atual treinador, o jovem Sandro deixa de ser a bola da vez e volta ao status de figurante alvirrubro. Agora, o zagueiro Breno aparece como titular. Em duas partidas realizadas, ganhou elogios do novo treinador e da torcida. Parece que, juntamente com os técnicos, os jovens jogadores alvirrubros acabam sendo sacrificados pelo imediatismo do futebol brasileiro, pela falta de condições de trabalho e pela desconfiança. É uma dança do vai e vem. O Náutico termina perdendo seus jovens valores e, conseqüentemente, o Clube deixa de lucrar, tornando assim a tarefa de virar um Clube grande, que seja auto-sustentável, tão impossível, como os sonhos desses jovens jogadores.

Uma resposta a PROMESSAS

  1. Gustavo Egito de Oliveira disse:

    CALMA, NERIVALDO!!!

    O NÁUTICO SE VENDEU NA 3A DIVISÃO, ISTO É UM FATO INDUBITÁVEL!

    MAS DIZER QUE AQUILO É PRAXE NÃO DÁ (E EU NÃO QUERO) ACREDITAR.

    APESAR DE NINGUÉM TER DADO NENHUM CHUTE AO GOL DO TAL DE GALATTO E, QUANDO O ÁRBITRO MARCOU O SEGUNDO PÊNALTI, TODOS OS DIRETORES DO GRÊMIO, EM UMA ATITUDE SUSPEITÍSSIMA, ENTRARAM EM CAMPO PARA XINGÁ-LO E CHAMÁ-LO A ATENÇÃO, COMO SE ELE FOSSE O ÚNICO QUE NÃO ESTIVESSE CUMPRINDO COM UM "ACORDO" ENTRE AS PARTES!

    NINGUÉM QUIS BATER O PÊNALTI E DEPOIS DO LANCE SÓ O BATATA E O RODOLPHO TENTARAM IMPEDIR O GOL DO GRÊMIO!

    E O ÁRBITRO, DEPOIS DE OUVIR A ARGUMENTAÇÃO DOS DIRETORES DO GRÊMIO, NÃO QUIS APITAR MAIS NADA E TERMINOU RAPIDINHO!

    ISTO TAMBÉM É UM FATO!

    QUE DEUS ABENÇOE O NÁUTICO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Oton Leal de Farias Flho disse:

    Nautico ,vice -líder no Brasileiro e até agora dinheiro que
    é bom das rendas em casa?O que falta ao torcedor é tomar
    vergonha e voltar ao Estádio .Será que não dar para perceber
    que sem dinheiro a coisa não anda? e que o Náutico está
    vendendo o almoço para comprar o jantar?Esses resultados são
    espetaculares face as dificuldades enfrentadas.Mesmo obtendo
    quem sabe um empate contra o Paulista antes da copa do mundo
    ficaremos em terceiro lugar na zona de subir para a
    primeirona e faremos 2 jogos em casa .O segundo será com a
    coisa e teremos que colocar no mínimo 15.000 torcedres em
    cada partida. Pagaremos pelo menos 1 folha e meia…dando um
    refresco para esta Diretoria tao
    criticada!Falar,criticar,espernear,gritar,abrir o bocão é
    fácil ,chegar para ajudar,colaborar,doar uma parte de seu
    tempo,aí a maioria se esquiva! A NOTA ZERO VEM DESSA TORCIDA
    COVARDE QUE ABANDONA SEU CLUBE E AINDA FICA CRITICANDO SO
    COMPARECE QUANDO O BONDE ESTA DISPARADO !Ver os jogos pela
    tv fechada é dar dinheiro aos don

  3. Marcelo Ramos de Oliveira disse:

    Essa boa matéria, retrata um pouco a dificuldade que nossos jovens valores têm em emplacar no clube. Principalmente a torcida tem que ter a paciência e a serenidade para saber separar o joio do trigo. Jamais poderemos colocar os garotos no time principal com o objetivo de resolver uma partida. O menino deve ser lançado justamente no melhor momento de uma equipe e não quando ela está precisando de resultados. Devemos cobrar do time profissional, da comissão técnica respectiva, da diretoria, mas desses jovens valores, que são o futuro do clube, devemos dar totais condições de trabalho para que formemos não só um bom jogador, como também um homem.

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