Por causa do feriado do Dia do Advogado, ontem, somente hoje a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) será notificada sobre a decisão da juíza da 12ª Vara da Justiça Federal, Edwiges Conceição, que em liminar devolve ao Náutico os três pontos da vitória contra o Joinville (4×3), na abertura da Segundona. Os pontos foram tirados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), após denúncia dos catarinenses sobre a irregularidade do lateral-esquerdo Marcos Lucas. Vale lembrar que CBF, STJD e/ou Joinville podem recorrer.
Mas, informações vindas da CBF, indicam uma suposta ameaça feita pelo presidente do STJD, Luiz Zveiter, de eliminar o Náutico do Campeonato Brasileiro da Série B, por achar que o clube entrou na Justiça Comum. “A ameaça é burra. Só quem não conhece a legislação pode dizer isso. Quem entrou na Justiça foi um torcedor e não o Náutico”, explica Vulpian Novaes, gerente de futebol do clube.
Já o advogado Ivan Barreto de Lima Rocha, autor da ação, diz que se baseou nos direitos determinados pelo Estatuto do Torcedor. Ele refutou a ameaça de Zveiter. “Ele não pode dar uma declaração dessas sem saber o que vai chegar a suas mãos. O STJD não tem como prejudicar o Náutico porque entrei com a ação como um torcedor que se sentiu prejudicado. Além disso, o estatuto da Fifa foi modificado e não há mais a punição ao clube que entra na Justiça Comum, antes de se esgotarem as instâncias desportivas.”