JUNIORES

Tricolor vence o Náutico por 1×0, no Arruda, e conquista o bicampeonato pernambucano de juniores. O time terminou com 13 pontos de vantagem sobre o vice-campeão

Assim como foi o Sport entre os profissionais, o Santa Cruz foi campeão pernambucano de juniores até com certa folga, em relação ao vice-campeão. A vitória de ontem à tarde, diante do Náutico, por 1×0, no Arruda, só fez ratificar a melhor equipe de toda competição. Foi o bicampeonato estadual do Tricolor.

O Santa começou mal a competição. Perdeu o primeiro turno para o Náutico, mas ganhou as duas fases seguintes. Ontem, jogava pelo empate nos 120 minutos. Mas nem se utilizou da vantagem. Venceu o Alvirrubro na partida extra e terminou o Estadual com 13 pontos de vantagem sobre o vice-campeão.

O clássico de ontem teve dois tempos distintos. No primeiro, Santa e Náutico dividiram a posse de bola e se alternaram nas chances de gol. O Alvirrubro, utilizando o esquema 3-5-2, teve uma oportunidade clara de abrir o placar, logo aos 2 minutos, mas o atacante Rodrigo, filho do ex-goleiro da seleção brasileira e do Sport, Paulo Vítor, furou na hora da finalização. O time tinha ainda o filho do ex-jogador Zé do Carmo.

O Santa só respondeu aos 13, com um chute de fora da área do lateral Neto, defendido por Rodolfo. O goleiro timbu, no entanto, falhou feio aos 22, quando não teve reflexo para defender uma cabeçada de Rôni, que passou entre suas mãos. Era o gol coral. Já o arqueiro do Santa, Anderson, defendeu bem uma cabeçada de Rodrigo, após falta cobrada por Esquerdinha, o mais lúcido na equipe de Rosa e Silva.

Após abrir o placar, o Santa se fechou e passou a buscar mais gols em contra-ataques. Já o Náutico, mesmo com dois alas, não conseguia chegar à linha de fundo, nem tinha competência para furar o bloqueio defensivo do adversário.

Na segunda etapa, a expulsão do zagueiro Flaviano, após ter recebido o segundo cartão amarelo, logo aos 3 minutos, acabou com qualquer tentativa de reação timbu. Embora os garotos tenham atuado com raça, não tinham força para chegar à meta tricolor, que teve na defesa seu ponto forte.

Em todo segundo tempo, o Náutico só finalizou duas vezes. Uma com Pedrosa, em cabeçada que raspou a trave de Anderson, e outra num chute de Diego. Já o Santa passou a tocar mais a bola, gastando o tempo. E quando surgiam espaços, chegava com facilidade ao gol de Rodolfo. Teve ainda quatro oportunidades de gols, em chutes de Neto e Alex e em duas cabeçadas de Neto e Rôni.

Com o final do jogo, festa nas sociais, único local com boa presença de público (mesmo com ingressos vendidos a R$ 1), e na sede do clube, onde houve pagode.

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