Os três estádios do Recife precisam correr atrás para se adequarem
Na partida realizada nos Aflitos e presenciada por mais de 13 mil pessoas, havia apenas uma equipe de sete pessoas para orientar todo o público. Eram 18 catracas eletrônicas pela rua da Angustura e outras nove pela Manoel de Carvalho. Um dos problemas apontados era o fato da máquina não devolver o cartão magnético na entrada. No clube alvirrubro, há só a devolução de um recibo. O estudante e torcedor do Náutico, Daniel Coutinho, aproveitou para denunciar: “…eu comprei sete ingressos e não recebi nenhum comprovante”.
As condições dos banheiros dos Aflitos, no que concerne a limpeza, não eram boas. Contudo, o número de equipamentos melhorou. Nas cadeiras e sociais, existem dois masculinos e um feminino, em cada setor. Perto da arquibancada do Country, há dois grandes banheiros masculinos e outros dois femininos. Por ali, o clube promete organizar o comércio de alimentos fazendo uma praça de alimentação. Já na entrada para o “tobogã”, pela Manoel de Carvalho, há mais dois banheiros masculinos, além de dois femininos. “Vamos cuidar da limpeza através de um contrato com um firma. A idéia é deixar funcionários nos sanitários”, disse.
Um capítulo à parte é a questão dos preços. É impossível comprar uma cerveja ou refrigerante por menos de R$ 2,50 e em um gasoseiro. “Temos de tirar nosso lucro”, argumentam. Qualquer tipo de comida (espetinho, queijo, salsichão) é R$ 1,50. “A idéia é fazer terceirizar uma central de distribuição de comida aqui dentro”, antecipou o diretor patrimonial, Rafael Gazzaneo.
Mas também há muito de positivo nos Aflitos. Exemplo disso é a adequação das instalações ao portadores de deficiência física (o melhor dos três), o sistema de som, afixação do regulamento e divulgação dos borderôs. A medição feita pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), no critério de 45cm/pessoa, atesta que a capacidade é de 20 mil.