Por: José Gomes Neto- Foto: NauticoNET
Recife, 20 de Setembro de 2006
O Náutico poderia ter tido uma sorte melhor no empate por 1×1 contra o Ceará, na terça-feira à noite, em Fortaleza (CE), mas admito também que o desfecho da 25ª rodada poderia ter sido com a tediosa rotina de derrotas fora dos Aflitos, desde que foram iniciadas as partidas de volta da Série B 2006. Ao longo dessas seis rodadas, o Timba acumulou duas vitórias no Eládio de Barros Carvalho (Atlético Mineiro e Guarani), três resultados negativos (Brasiliense, Paysandu e Vila Nova) e, até que enfim, um pontinho.
Esse ponto conquistado no Castelão teve um quê de frustração, pois perdemos a liderança da competição para o rival, que também está na briga pelo título da Segundona. Em compensação, temos que entender o equilíbrio, que é a palavra predominante nessa competição. Não adianta ficar fazendo projeções e estatísticas para passar o tempo, ou mesmo encher lingüiça – esse termo é utilizado no jargão jornalístico e significa que não existe consistência, ou relevância, no que se está divulgando como notícia.
O momento pede serenidade e manutenção do compromisso que a torcida do Náutico firmou para com a equipe, no objetivo de, juntos, levarmos o Glorioso Clube Náutico Capibaribe de volta à Série A, em 2007. Não podemos ceder comentários e observações vazios (ou cheios de maldade) dos oportunistas de sempre, que esperam por um vacilo do nosso time para especular sobre “tudo de ruim que houver nessa vida” para vincular ao nome do Náutico.
Voltando às quatro linhas, o time já teve outra cara com o retorno do meia Nildo. Até mesmo o lateral direito (ou será esquerdo?) Jamur teve outra atitude, com mais um gol de sua autoria. Não quero prescindir de Sidny, Netinho ou Sérgio Manoel. Ou nenhum outro atleta alvirrubro. Se não tivemos Leandro nem Capixaba, por exemplo, pudemos contar com os seus substitutos, Batata e Vágner Rosa, e a movimentação da equipe já melhorou com as investidas de Nildo municiando melhor o nosso competente ataque. Uma ressalva ao nosso ídolo e artilheiro Kuki, que precisa ter mais calma para voltar a fazer a alegria da torcida. Ele sabe e já provou isso!
Porém, como já esclareceu o técnico Paulo Campos: “(…) no grupo do Náutico não existem titulares ou reservas. Todos terão a sua vez…”. O fato é que estamos no G-4 há um bom tempo e isso é fruto de um trabalho de grupo. Não há como negar ou esconder. O resto é mera especulação de quem está deveras incomodado com o Náutico fazendo uma campanha louvável na Segundona, no caminho certo do retorno à elite do futebol.
Mais do que nunca, a partida contra o Remo será importantíssima. Eu diria até que será “a decisão”. É válido lembrar que ela abre alas para os sete jogos dos Aflitos – o número de vitórias que precisamos para carimbar a vaga na Primeira Divisão. Ao todo, faltam 13 rodadas para o término da competição. Assim, a partir de agora, qualquer tropeço poderá significar a perda de uma das quatro colocações do G-4. Justamente por causa do forte equilíbrio que caracteriza a competição.