Sport e Náutico vão se enfrentar pela quarta vez este ano. Foram dois confrontos pela 1ª fase, além do primeiro da semifinal. Naturalmente, os próprios jogadores já conhecem as características do adversário, seus pontos positivos e negativos. Não é segredo que o setor de meio de campo é o ponto alto de rubro-negros e alvirrubros. Por isso, bons duelos são aguardados para a tarde de hoje na Ilha do Retiro.
Tirando por base o Clássico dos Clássicos da semana passada, nos Aflitos, o Náutico deve fazer uma marcação especial em Marcelinho Paraíba. Apesar de ter sido seu primeiro jogo no seu retorno ao clube, o treinador Alexandre Gallo designou Derley para colar no meia rubro-negro. A receita deve se repetir hoje, uma vez que Marcelinho é o maestro do Sport e ainda o artilheiro do campeonato, com 14 gols. Além disso, o Timbu sofreu nas mãos, ou melhor, nos pés, de Paraíba. Tanto no Estadual do ano passado quanto na Série B do Brasileiro.
Derley é um jogador com um fôlego invejável, que pode seguir Marcelinho por onde o meia se deslocar, seja para frente, ou para os lados do campo. Mas o alvirrubro sabe que não pode descuidar. No jogo passado, Marcelinho fez dois gols, sendo um de pênalti e outro com a bola rolando.
Uma vantagem para o Náutico é que Derley se transforma em um meia quando o time tem a posse de bola, tornando-se um homem surpresa. Vale a pena lembrar que dificilmente Marcelinho vai acompanhar a descida do atleta alvirrubro.
Derley não quis adiantar se fará ou não uma marcação especial em Marcelinho. “Ainda não sei se ficarei perto do Marcelinho, mas caso isso aconteça eu estou pronto. Temos que entrar focados e confiantes que temos condições de nos classificar para a final”, disse Derley. Para o Náutico avançar precisa vencer por dois gols de diferença.
Já Marcelinho disse estar acostumado com marcação individual. “Quando um jogador vive um bom momento, é natural o adversário ter um cuidado maior. Ainda bem que este ano estou tendo a felicidade de marcar gols e ajudar o Sport”, declarou o camisa dez rubro-negro.
Mas não é só o Leão que tem um jogador criativo. Do lado alvirrubro, a camisa dez agora é de Ramon. Desde a dispensa de Eduardo Ramos, o atleta assumiu a condição de ser o armador da equipe alvirrubra. No clássico da semana passada, Ramon deu boas assistências, sobretudo no primeiro tempo, quando o Náutico esteve perto de abrir o placar por várias vezes.
“Esse é o jogo das nossas vidas. Temos que encarar esta partida desta forma. Só assim vamos conseguir a classificação”, declarou Ramon, que disse estar bem fisicamente. É que pelo fato de ter ficado um bom tempo sem jogar, o meia ainda não está no seu melhor condicionamento físico. Apesar disso, merece um cuidado especial dos rubro-negros, pois costuma abusar dos passes em profundidade.
Por isso, o antídoto do técnico Mazola Júnior para anular Ramon deve ser Hamilton. Isso porque o cabeça de área é o jogador com maior característica de marcação do time leonino, já que o outro volante Marquinhos Paraná, deve jogar mais avançado, ao lado de Marcelinho Paraíba. Hamilton não concedeu entrevistas esta semana.
Por: Jornal do Commercio
Foto: Aldo Carneiro