FELIPE

O nome de Felipe na escalação para o jogo contra o Botafogo, domingo passado, causou surpresa. Em alguns, espanto. A indagação geral era a seguinte: como o técnico Alexandre Gallo tinha tido a coragem de sacar Gideão, titular e ídolo da torcida, sem nenhum motivo aparente? Em meio à instabilidade do susto pela troca e pela responsabilidade de substituir um símbolo, Felipe quebrou um paradigma aos seis minutos da etapa inicial. Após escapada de Herrera, do Bota, pela direita, o atacante entrou na área alvirrubra e, de frente para ele, tentou a cavada. O goleiro não só fechou os espaços, como executou a defesa facilmente.

Ali foi a prova de fogo. Felipe vem da escola de goleiros do Santos, mas tecnicamente, para a torcida pernambucana, o seu talento era uma incógnita. No futebol, muitas vezes, a primeira impressão é a que fica. Naquele momento, ao espantar o perigo de tomar um gol tão cedo, o goleiro ganhou parte da torcida – mesmo sem ter qualquer rusga com ela –, que o aceitou com maior tranquilidade no restante do confronto, vencido por 3×2.

“A oportunidade vem quando menos se espera. É preciso trabalhar para estar bem. Por ser goleiro, naturalmente, já carrego grande responsabilidade. E não vi problema de assumir a posição. Mas receber apoio da torcida foi importante”, afirmou. “No futebol, muitas vezes, a primeira impressão é a que fica. Assim, foi bom conhecer um pouco o estilo de Herrera, na hora que saí do gol. Retardei ao máximo a queda porque sei que ele gosta de dar a cavadinha. E deu certo”, confidenciou.

Gallo trocou Gideão por Felipe por achar o ex-santista mais qualificado. De fato, o novo titular tem melhor saída do gol e reposição de bola. É mais técnico também, em quase todos os fundamentos. Precisa só saber se tem o mesmo desprendimento embaixo da meta que Gideão. Entrar em confronto com o colega de profissão, no entanto, está fora de cogitação. “Minha relação com Gideão continua bem. Respeitamos um ao outro”, comentou.

Felipe era o titular do Santos, em 2010, quando foi substituído por Rafael, atual goleiro do Peixe e da seleção brasileira. De lá para cá, após passar por cirurgia grave no joelho direito, tenta recomeçar. “Saí (do Santos) sem saber os motivos. Mas Rafael tem qualidade, como todos estão vendo. Agora, quero recomeçar no Náutico e poder mostrar meu valor”, disse.

Por: Jornal do Commercio
Foto: NauticoNET

Uma resposta a FELIPE

  1. Nildo Gomes disse:

    Ele é melhor que Gideão e ponto.

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