TECNOLOGIA

Se o uso da tecnologia ainda é bastante controverso nos jogos de futebol para definir lances polêmicos, nos bastidores dos clubes tais recursos já contribuem para ajudar na preparação dos atletas. Foi o que pensou o técnico do Náutico, Alexandre Gallo, na hora de oferecer informações das equipes adversárias. Adepto às novas tecnologias, assim que chegou ao Timbu Gallo implantou o uso de pen drives individuais com informações específicas sobre os rivais para cada um dos titulares.

A ideia surgiu quando o treinador comandava o Al Ain, clube dos Emirados Árabes, em 2011. Cercado por jogadores estrangeiros, Gallo dependia de um tradutor para passar as informações para os atletas. A comunicação entre técnico e jogadores era restrita e atrasada, o que não era prático para o desenvolvimento do trabalho da equipe. Foi então que Gallo, íntimo dos equipamentos modernos, resolveu implantar os equipamentos no time asiático.

- Quando eu treinava o Al Ain, eu falava em inglês e precisava de um tradutor para explicar para os jogadores em árabe, então a reunião começou a ficar muito longa. Foi aí que eu tive a ideia de comprar um pen drive para cada um e passamos para eles um material bem bacana com informações dos adversários.

Os pen drives deram dinamicidade ao trabalho realizado pelo treinador. Gallo substituiu as reuniões tradicionais pelo método simples oferecido pela tecnologia. O negócio funciona da seguinte forma: assim que os jogadores do Náutico iniciam a preparação para o próximo jogo, o técnico reúne uma série de lances importantes do adversário daquela semana. O vídeo é constituído predominantemente de bolas paradas: cobranças de falta, escanteios e jogadas ensaias na lateral.

- A gente edita os jogos e traz o pen drive para cada atleta. O bom é que o jogador tem condições de assistir mais de uma vez e onde ele achar melhor. Esta fórmula é bacana, pois em reuniões particulares a gente (eu e a comissão técnica) tem conversado com eles sobre os lances. Uma coisa bem dinâmica.

Especialista destaca importância da tecnologia

De acordo com o professor da Universidade Federal de Pernambuco e coordenador do Núcleo de Estudos da Sociologia do Futebol (Nesf), Jorge Ventura, existem duas vertentes que relacionam a tecnologia ao esporte. A primeira, que pode ser representada pelo uso de pen drives, não influencia diretamente no resultado do jogo, portanto, não interfere na dinâmica dos atletas em campo. O mesmo pode acontecer com as bolas e camisas carregadas de tecnologia.

- As bolas de hoje não são as mesmas de 50 anos atrás. Elas foram trabalhadas, arquitetadas e receberam alta carga tecnológica. O mesmo aconteceu com as camisas, que foram feitas para permanecer mais tempo livre de umidade. O uso do pen drive se encaixa nesse grupo, em que os recursos são envolvidos indiretamente com o jogo.

Para Ventura, o uso do equipamento assume um caráter lúdico e oferece ao jogador a oportunidade de sair da rotina cotidiana do trabalho, o que, inclusive, pode ajudá-lo a absorver as informações com mais facilidade.

- O pen drive é uma tecnologia simples, de fácil acesso, a maioria das pessoas utiliza no dia a dia, isso facilita o uso para os jogadores e retira um pouco aquela carga pesada dos treinos diários.

A aprovação dos jogadores

Quando aportou no Recife para comandar pela segunda vez o Náutico – a primeira foi em 2010, Gallo trouxe o pen drive e a ideia “revolucionária” com ele. De imediato a comissão técnica adotou a iniciativa, personalizou cartões com as cores do clube e distribuiu para o elenco.

O meia Martinez conheceu a novidade quando ainda estava no Japão defendendo o Cerezo Osaka, mas confessa que nunca teve a oportunidade de trabalhar com o pen drive. Ele confirma, no entanto, a tese de que o equipamento facilita na absorção das informações do adversário.

- Eu gostei muito porque geralmente a maioria dos treinadores deixa para conversar tudo na palestra ou até no vestiário antes do jogo e ele (Gallo) já passa as informações (o pen drive) na ida para o hotel, na concentração. E realmente ajuda muito, você já entra no jogo ligado em quem vai bater escanteio, quem vai bater falta, como vai ser o posicionamento de cada jogador.

O volante Elicarlos acompanha a linha de pensamento do companheiro de clube.

- Sou a favor do recurso, acho que ajuda bastante porque antes não tinha esse privilégio de estudar o adversário com antecedência. Era tudo no momento da partida e agora o vídeo tornou-se fundamental. A gente pode utilizar durante o tempo livre na concentração. E ao invés de fazer apenas uma reunião, o pen drive dá a possibilidade de visualizar as jogadas uma, duas, três, quatro vezes.

Pode-se dizer que a ideia do pen drive transformou o hábito dos jogadores. Antes, o que era uma reunião formal transformou-se em uma conversa descontraída no refeitório repleto de notebooks. Entretanto, Gallo ressalta que existem os momentos de seriedade em que os jogadores são abordados para saber se eles realmente assistiram às instruções.

- Claro que existe a parte de questionar os atletas, mas eles são muito responsáveis. Eles sabem que é melhor entrar em campo já sabendo o que o adversário pode fazer. Eles estão gostando bastante. Reagindo bem à nova ferramenta, pois eles podem assistir a novela, assistir ao jornal e ainda assistir aos lances.

Por: Gabriela Máxima
Fotos: Gabriela Máxima e NauticoNET

13 respostas a TECNOLOGIA

  1. Antonio Luna disse:

    A diretoria do Cruzeiro descartou proposta de empréstimo do zagueiro Thiago Carvalho, até o final do Campeonato Brasileiro, ao Náutico. O jogador, que não tem sido relacionado pelo técnico Celso Roth, segue nos planos do treinador para a competição nacional.

    “Recebemos uma proposta do Náutico, sim. Mas negamos já. Não há nenhuma possibilidade do jogador sair. Ele faz parte dos planos do nosso treinador e tem a confiança da diretoria”, disse o diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos, em entrevista ao UOL Esporte.

  2. Pedro Costa disse:

    Marcio Rosário, quando eu vejo esse rapaz em campo trato logo de rezar um rosário para que ele não faça lambanças. KKKKKKKKKK

  3. Théo Sabiá disse:

    É aquela história: não sou contra o uso da tecnologia e modernidade, mas ela nunca vai proporcionar qualidade técnica a ninguém. O que falta é qualidade mesmo a alguns elementos e já voltamos a ser aquela velha peneira de sempre. Isto é, nada supera o talento. O sinal já foi dado onde devemos mexer, agora o que falta é atitude. Não vejo motivos pra desespero, desde que se faça algo pra evitar que vire rotina tomarmos balaiadas de times que não são lá essas coisas. O Galo mineiro ganhou por méritos, mas cometemos nossos vacilos, que poderiam ser evitados. Afinal, o time que entrou em campo era mais que experiente e engoliu mosca nesse aspecto. De nada adianta querer tapar o sol com a peneira (que não é a nossa zaga). MUDANÇAS JÁ!!!

  4. jose roberto farias mendes disse:

    VAMOS AGORA COLOCAR 11 PEN DRIVES PRA JOGAR.ESSES JOGADORES TOMAR MUITA CERVEJA NAS FOLGAS. JÁ VI VÁRIOS DESSES QUE CHEGARAM BEBERICANDO. NO JOGO LEVAM CARTÃO PRA FICAR DE FORA. E, ALGUNS COMO CAVEIRÃO, KIM E POR AÍ VAI, NEM COM PENDRIVERS OU COMPUTADOR, TEM QUE SAIR MESMO.

  5. Ivson Câmara disse:

    Bom,então nesse caso comprem uma dúzia de Pen Drive para Marcio Rosário e outra dúzia para Kim,pq eu nunca ví duas desgraças tão ruins.

  6. Rivaldo Antonio Costa disse:

    Só espero que na coloquem a culpa no Pen drive.

  7. Nildo Gomes disse:

    DISCORDO. O maior conversador de besteira após derrotas e vitórias o senhor Derley precisa entender que esse papo de esquecer as merdas já bastou. Toda hora os jogadores do Náutico aparece com esse papinho pq recebem seus altos salários para viverem decepcionando e fazendo a torcida do nosso timbu passar vergonha. Derrotas e goleadas fora de casa acontecem quase o tempo e os pçatéis dos últimos anos não tomam VERGONHA. Não tiveram ação pra irem pra cima do juiz com moral e postura na marcação de um dos mais falsos pênaltis dos últimos tempos. Foram desatentos e incompetentes em quase todos os gols do Atlético e não tiveram atitude, competência culhão para responder com gols a cada sofrido. Pra mim o Náutico tem um plantel de frouxos iguais aos muitos Náuticos. Perder e ser goleado é normal pra estes caras.

    • Ivson Câmara disse:

      Esquecer…esquecer…esquecer,é o que a torcida do Náutico vem fazendo há bastante tempo.As decepções e os fracassos são tantos que prá não acumular tanta dor, temos como única alternativa “deixar de lado” os sucessivos fracassos do time. Fazemos isso pq amamos o Náutico,do contrário nem torcida teria mais para ir aos Aflitos.Então,esses bando que compoe o Náutico,que deixem de conversar besteiras nos noticiários e cuidem de ser homens para honrar as cores alvirrubras, senão ficarão na lembrança apenas como mais um fracassso de um bando de mercenários e isso não se pode esquecer.

      • Edivaldo Santana disse:

        Futebol é assim mesmo. Temos de agradecer de fazer parte da elite do futebol brasileiro. Títulos só estaduais ou regionais. Se conseguir uma Sula já tá de bom tamanho.

        • Aurélio disse:

          O QUE CONHEÇO E JOGUEI NÃO É MESMO…

          AGRADECER O QUE? TOMAR PORRADA E PASSAR VERGONHA.

          SUL-AMERICANA? ESTAIS BRINCANDO MANO.

          ACHAS QUE SANTOS, PALMEIRAS E CORINTHANS VÃO CONTINUAR DANDO A MOLEZA DE ATÉ AGORA?

          • Eric Baltazar disse:

            O lugar do Náutico este ano no Brasileiro é ali entre o 9º e o 12º. Futebol hoje em dia é mídia. A nossa mídia é forte aqui na região nordeste. Futebol nacional é o eixo RS-PR-SP-RG-MG. Temos mais é que nos contentar e tentar superar a médio prazo o Santa e a longo prazo o Sport. Se pintar uma Sula, Copa do Brasil ou Copa do Nordeste (que perdemos o lugar na primeira para o Salgueiro) já está de bom tamanho. A diretoria sabe o que faz.

          • Eric Baltazar disse:

            Corrigindo: é o eixo RS-PR-SP-RJ-MG.

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