Jogador do Corinthians conta com a torcida de José Paulo, que saiu do agreste para assistir ao jogo do filho contra o Náutico no Recife
No jogo entre o Náutico e o Corinthians, nesta tarde, nos Aflitos, no Recife, a emoção não ficou restrita à partida ou aos torcedores do Timbu e do Timão presentes na arquibancada. Um reencontro familiar, após 12 anos de separação, ocorreu no estádio do Timbu para a alegria de um jogador corintiano. O volante Paulinho foi surpreendido pelo apoio do seu pai, José Paulo Bezerra Maciel. Seu Paulo, como é chamado, enfrentou os 215 quilômetros que separam a cidade de Pesqueira, no agreste, até o Recife para ver o filho atuar pela primeira vez.
Antes da partida, uma frase de Paulinho ao rever o pai no alambrado definiu a importância do momento para os dois.
- Eu te amo – disse o jogador para o pai, um motorista aposentado que ficou feliz e surpreso pelas palavras do filho. Além da distância de mais de uma década, José Paulo não falava por telefone com o filho havia dois anos.
- Não quis incomodá-lo. Ele está muito ocupado com a vida de jogador e quando me separei da mãe dele, deixei São Paulo e voltei para Pernambuco, nos afastamos. Mas não há briga ou qualquer problema. Tenho muito orgulho de Paulinho e não quero atrapalhá-lo – disse José Paulo.
No fim da partida, o Corinthians perdeu por 2 a 1, mas Paulinho teve motivos para sorrir quando foi ao alambrado, tirou a camisa e foi entregar ao pai. Um torcedor do Náutico achava ser mais um fã do volante corintiano e quis disputar o presente.
- Essa não, larga por favor, essa é para o meu pai. Pai, toma a camisa que te prometi, um presente para você. Vou demorar porque estou no antidoping, mas pegarei seu telefone e vou ligar para entrarmos em contato, prometo. Eu te amo. Vou te ligar, vou te ligar – disse, saindo.
José Paulo caiu aos prantos, enquanto era empurrado pelos torcedores em busca de um autógrafo do filho famoso.
Emocionado, Paulinho seguiu para o exame antidoping e desabafou.
Pai, eu te amo. vou te ligar”
Paulinho
- Não tenho mágoa pelo tempo separado, não guardo rancor. Há muitos anos não o vejo e desejo a ele toda a paz e felicidade desse mundo com a nova mulher que o acompanha. Tenho uma filha de quatro anos e fico pensando nela num momento como esse. Agora ela está com a mãe em casa e também lembro da minha que foi uma guerreira e criou meu irmão e a mim da melhor forma possível – afirmou, sendo interrompido pelo choro que não conseguiu segurar ao lembrar do passado difícil.
Na saída, José Paulo não conseguia se conter e ficou trêmulo, passando mal. Precisou sentar e tomar água para recobrar as energias. Tremendo mostrou a camisa que ganhou de Paulinho, um presente menor do que a promessa do caçula de voltar a estreitar os laços familiares.
Reaproximação
A opção de “não atrapalhar” fez com que os grandes momentos da carreira de Paulinho fossem acompanhados pelo pai através da televisão. Tanto o título da Libertadores, como os jogos da seleção brasileira são memórias de José Paulo via satélite.
- Quando posso, sigo ele nos jogos pela televisão. Chorei quando assisti ao noticiário e vi o nome de Paulinho entre os convocados. É um orgulho e estou muito feliz em finalmente vê-lo atuando ao vivo.
O palmeirense José Paulo parecia alheio ao campo de jogo, enquanto a bola rolava para Náutico e Corinthians. Ele estava emocionado demais com o reencontro com o filho e a festa no estádio dos Aflitos.
- Nem sei como está Paulinho, não está dando para ver direito e eu estou impressionado com a torcida do Náutico. Impressionante, né? Fazia tempo que não entrava num estádio de futebol – disse José Paulo, que ficou na torcida alvirrubra.
No gol corintiano de Guerrero, a esposa desavisada de José Paulo ensaiou uma comemoração, que foi logo inibida pelos olhares desconfiados dos alvirrubros. Para o pai de Paulinho, não havia outro pensamento.
- Espero que esse reencontro possa estreitar a nossa relação. Como voltamos a nos ver, espero que a gente se fale mais, ligue para o outro e que eu apareça por São Paulo. Mas vou reagir segundo o comportamento dele e vou esperar.
Pai de Paulinho (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)O papai noel alvirrubro, tradicional torcedor do Náutico, faz as honras da casa ao pai de Paulinho nos Aflitos
Por: Por Lula Moraes Recife, Globoesportes
O estádio dos Aflitos sempre foi um lugar de paz e harmonia. Isso faz parte do nosso povo alvurrubro.
ESTE É UM MOMENTO INESQUECIVEL PARA TODO SER HUMANO QUE TEM AMOR NO SEU CORAÇÃO , QUE DEUS ABENÇOE O PAI E PAULINHO E QUE OS DOIS A PARTIR DE AGORA SE ENCONTREM MAIS PARA FELICIDADES DOS DOIS .
SDS ALVIRUBRAS !!!!
so mesmo o nautico para proporcionar um momen
to tao lindo e tao emocionante,pois se fosse
na ilha da mae joana eles seriam roubados e
maltratados.lembro do que ocorreu com a fami
lia de juninho,que fez um gol pelo vasco e
vibrou de forma bastante natural.
os familiares tiveram que sair as pressas,ja
que foram ameaçados.por isso,que quem joga no
nautico,nao esqueçe o nauticoe por isso mesmo
somos a a mais linda,apaixonada e educada tor
cida do nordeste.começo a achar que o nautico
vai nos dar a sul-americana de presente.
vamos vencer os 5 jogos que faremos em casa,
contra palmeiras,portuguesa,flamengo,interna
cional e no enterro do pobre sport.
parabens nautico por mais essa vitoria!
Isso só aconteceu porque foi nos Aflitos… Lembram o que a torcida do mangue fez com a família de Juninho Pernambucano?
Parabéns, sou alvirrubro, sou SUPERIOR!
Muito bonita a atitude do Paulinho, pois os pais são para serem amados e compreendidos.
Ao Valdemir, que se percebe ser uma pessoa do bem, meus parabéns igualmente pela atitude tão bonita. O mundo só é melhor por causa de pessoas como o Paulinho e você.
Belo gesto Paulinho ! Continue amando aqueles que o trouxeram ao mundo, que sempre serás agraciado pelo Pai Eterno.