A cada coletiva de imprensa, o técnico Alexandre Gallo usa os números para ilustrar as qualidades do Náutico. Dados como posse de bola e quantidade de finalizações vêm à tona. Informações que ele se apoia para defender a equipe de eventuais críticas ou questionamentos, principalmente nas derrotas. Por trás de cada citação numérica, uma equipe ligada à comissão técnica alvirrubra é encarregada de munir o chefe sobre os defeitos e virtudes do Timbu neste Brasileirão.
- Isso mostra que o clube está presente com a modernidade, no qual podemos auxiliar o treinador com dados que vão ajustar a equipe seja no âmbito individual ou no coletivo – disse o fisiologista Kléber Queiroga.
Queiroga é o principal responsável pela captação de dados nos Aflitos. Munido com um programa e uma empresa que presta serviço aos 20 clubes da Série A, ele recebe os números gerais da competição através da prestadora de serviço e contabiliza as características da equipe pessoalmente, pelo computador. Com as informações da empresa contratada, o fisiologista tem um panorama geral dos alvirrubros no Brasileiro.![]()
- Os dados explicam porque a gente está fazendo uma boa campanha na competição. Até a 31 rodada somos o segundo time mais driblador, o líder em finalizações, o quarto em desarmes e o segundo em faltas sofridas, por exemplo. São resultados equiparados a times que estão na briga pelo título.
Os números que Queiroga cita dão uma leitura ao estilo de jogo do Náutico. O Timbu é o maior finalizador (451), o segundo driblador (628, atrás do São Paulo), o último em passes errados (965), mas é péssimo em passes certos (penúltimo com 7451) e apenas é o 16º na posse de bola (387 minutos). Ou seja, os números absolutos mostram que os alvirrubros não erram muitos toques, mas também não acertam, porque não detêm a bola por muito tempo. O Náutico dos dados é um time retrancado (quarto em desarmes – 858), que joga bastante no contra-ataque, em velocidade, o que resulta em altos índices ofensivos e pouco domínio de bola.
- Me apego bastante aos números que me passam, trabalho muito em cima desses dados para corrigir falhas. Sou muito chato com isso e os índices mostram como nos comportamos em campo, então quando várias pessoas comentam resultados, fico chateado, pois dados como esses demostram que estamos sempre jogando bem e ganhamos no volume de jogo, mas os placar às vezes não acontece. Com exceção de poucos confrontos, nas nossas derrotas como visitante tivemos ações melhores do que os adversários – frisou Gallo, que dos 48 pontos disputados fora dos Aflitos, só conquistou cinco.
O auxiliar Maurício Copertino é quem faz a ponte entre Kléber Queiroga e Alexandre Gallo. Durante os jogos, ele o o treinador se comunicam através de rádios e enquanto Copertino fica numa cabine junto à Queiroga, coletando os números da partida, Gallo vai escutando as sugestões táticas baseadas nos índices para modificar as ações do time durante os 90 minutos.
- Muitas informações não garantem uma vitória, mas a falta delas é o caminho para uma derrota, pois o time é pego de surpresa pelo adversário. Em vários momentos nos dermos bens por conta desse sistema. No Al Rain, dos Emirados Árabes Unidos, disputávamos uma semifinal de copa nacional e não estávamos conseguindo infiltrar na defesa oponente. Vimos nos dados que nas jogadas aéreas estavámos com uma baixa taxa de aproveitamento, então passei um rádio para Gallo. Com base nessa informação, ele colocou o congolês Jumar, que nunca entrava, mas era alto. Simplesmente Jumar fez os dois gols da vitória – lembrou Copertino, que trabalhava com outro pessoa encarregada dos dados.
Maurício Copertino prefere não citar exemplos do Náutico, mas usa bastante o método durante as partidas dos alvirrubros. A ferramenta usada nas partidas é o computador de Queiroga, que aponta dados específicos que vão do número de cabeçadas de um jogador à jogadas em velocidade pela direita do time. Num sistema em que o fisiologista trabalha como se estivesse jogando um videogame, copiando as jogadas que estão acontecendo no gramado (ver vídeo ao lado) ele coleta informações específicas das partidas, que depois são enviadas ao banco de dados.
- Dá para saber tudo, se fulano tá tocando para cicrano ou por conta do gps aclopados nos jogadores, a velocidade e a distância percorrida deles. Não dá mais para ter atleta preguiçoso ou que esteja de má fé, como antigamente, porque o sistema acusa que o cara não está correndo. Ou se tiver alguma briga no elenco, poderemos ver isso está prejudicando o rendimento da equipe pois A não está tocando para B – explicou Kléber Queiroga.
São 27 ações específicas e algumas são coladas no vestiário para que o grupo veja como está o redimento da equipe. Alexandre Gallo organiza o treino baseado nas informações que tem para corrigir falhas de fundamentos. Os dados são essenciais no trabalho do Náutico e apontam que o time está entre os melhores na maioria dos índices, com a exceção de dois que determinam a colocação intermediária do Timbu na competição: os gols pró e os gols contras.
Nos gols marcados é apenas o 9 melhor ataque, junto a três times, ficando na zona intermediária. Já lá atrás, é a quinta pior defesa do Brasileiro com 47 gols sofridos. Ou seja, se o Náutico está muito bem nos dados dos fundamentos, uma ação simplória e essencial determina a campanha mediana da equipe, a que no final das contas, quem ganha faz muitos gols e sofre poucos. É que realmente importa, pois assim como os torcedores sabem e cobram, os números também apontam.
- O percentual de erro é quase zero. Quando tem transmissão televisiva, a Globo coloca os dados na tela e batem com os meus, com diferenças míninas quando elas existem. Os números não mentem, mas numa conjectura maior podem iludir, no entanto, de qualquer forma, servem para evolução da equipe, porque no mínimo saberemos quais são os nossos defeitos e poderemos corrigi-los – finalizou Kléber Queiroga.
Por: Lula Moraes/Globo Esporte
Foto: Lula Moraes
Sou 100% Náutico mas, fico pensando assim quando esse time vai jogar fora de casa: Lá vai um bando de bundões entregar o jogo novamente. A qualquer momento a partir do apito inicial é eterno Deus nos acuda. Seja nos minutos iniciais ou nos instantes finais a lambança é certa recheada de vacilos. Frangos, erros de marcação, oportunidades disperdiçadas, falta de atitude ou seja lá o que for vem as entrevistas dizendo que o adversário foi melhor, que o juiz roubou, que a bola não quis entrar (dessa vez que o Neymar é gênio) e blá, blá, blá, blá, blá, blá,blá, blá, blá,blá, blá, blá,blá, blá, blá,blá, blá, blá,blá, blá, blá,blá, blá, blá,blá, blá, blá,blá, blá, blá,blá, blá, blá… Outra vez Náutico? Um pouco de vergonha e amor próprio seria bom.
É ISSO MESMO ALBERTIMBA COMO É QUE ESSE ENTREGADOR DE CAMISAS NÃO VER O ARAUJO JOGANDO MOLE E PERDENDO AS OPORTUNIDADES DE GOL QUE APARECEM.
ESSE COMPUTADOR SÓ NÃO VIU AS CAGADAS DE ARAÚJO , OU SERA QUE GALLO DELETAVA ESSA PARTE ?
ÊITA FALTOU AS COBRANÇAS DE FALTA ERRADAS E OS ESCANTEIOS BIZONHOS DE SOUZA .