Rhayner não fez gol no Campeonato Brasileiro, mas se destacou no balanço final do torneio. O habilidoso meia-atacante do Náutico foi o jogador que mais sofreu faltas ao longo das 38 rodadas da competição. A marcação cerrada dos adversários se deveu à velocidade do atleta alvirrubro que, na maioria das vezes, só conseguia ser parado a troco de alguns empurrões, trombadas e carrinhos.
Um dos destaques do Náutico, o meia-atacante reconheceu que chegou aos Aflitos sem muita pompa, ao contrário de outros atletas como os experientes Araújo e Lúcio, com passagens por times como Fluminense e Grêmio, além de experiências no Japão e na Alemanha.
- Quando cheguei não tive badalação, sei que não esperavam muito de mim, mas pude provar a todos e até a mim mesmo que eu tinha capacidade de defender o Náutico e me destacar. É a primeira vez que tive uma sequência de jogos por um time na Série A, então não tinha total confiança e esse campeonato mostrou que posso ir além. Me surpreendi.
Com passagens pelo Barueri, Linense e Figueirense, Rhayner foi uma das principais peças do técnico Alexandre Gallo. Quando não podia contar com o jogador, o treinador alvirrubro na maior parte das vezes mudava o sistema tático do Náutico em uma prova de que a velocidade de Rhayner fazia a diferença – principalmente nos jogos do Timbu fora dos Aflitos.![]()
- Perdemos um pouco a força dos nossos contra-ataques sem Rhayner – destacou Alexandre Gallo.
Explorar a velocidade em campo parece que é mesmo uma das “diversões” de Rhayner em campo.
- Já me chamaram de ‘Papaléguas’ e ‘raio’. Eu gosto. De vez em quando vem um jogador adversário que brinca comigo e pede para eu aliviar na correria.
A disposição de Rhayner não é apenas para municiar os atacantes ou chutar a gol. O jogador aproveita a velocidade e aposta na marcação. Por estar em todos os setores do campo, ele ganhou o apelido de X-Tudo e elogios do técnico Alexandre Gallo.
- Ele faz tudo. Se falar para ele jogar de zagueiro ele vai com competência. É um jogador muito dedicado, fisicamente sobra nos jogos. Faz uma marcação muito boa, ele acompanha, ele é participativo, ele é o nosso melhor ladrão de bola, ele é um jogador que abre espaço para os companheiros jogar. Ele incomoda o adversário, puxa o contra-ataque. Um jogador bastante completo, um X-Tudo mesmo – disse o treinador.
As boas atuações de Rhayner com a camisa do Náutico chamaram a atenção de outros clubes. Um deles foi o Santos. Mas o jogador não deu muita bola para a sondagem do Peixe.
Para Rhayner, a passagem pelo Náutico é um dos melhores momentos da carreira como jogador de futebol.
- Esse é sim o momento mais feliz da minha carreira, tanto dentro quanto fora de campo. Isso está acontecendo porque até no extracampo estou procurando me cuidar mais e com certeza esse detalhe está contribuindo para as minhas atuações.
Bronca com jornalistas
Na maior parte das vezes tranquilo e sorridente, Rhayner mostrou um lado diferente na semana que antecedeu o clássico com o Sport pela última rodada do Brasileirão 2012. O jogador reclamou da postura da imprensa em uma entrevista na qual sobraram críticas. Ele também defendeu o atacante Kieza, que foi um dos personagens da semana pré-clássico ao provocar os rubro-negros pela internet. Amigos dentro e fora de campo, eles têm em comum o fato de terem nascido no Espírito Santo – assim como Gideão e Alemão.
O jogador acusou a imprensa de querer criar um clima tenso antes do duelo entre o Náutico e o Sport.
- Eu e Kieza treinamos na segunda-feira e o que foi falado? Nada. Treinamos num dia de folga, estamos focados no trabalho. É brincadeira com o que a gente faz durante a semana. Tentam causar tumulto para que uma equipe provoque a outra. Não é o certo no futebol.
Náutico? Que Náutico
Antes de desembarcar no Recife, Rhayner sabia pouco sobre o Náutico. Ele só foi parar nos Aflitos por influência do técnico Alexandre Gallo, com quem tinha trabalho no Figueirense, e do meia Cleverson, que foi seu companheiro no Timbu este ano. O detalhe é que Cleverson não teve muitas chances no Alvirrubro e Rhayner se destacou no time.
- Quando meu empresário falou do interesse do Náutico eu ainda não conhecia o clube, não conhecia o Recife. Peguntei ao Cleverson como era aqui e ele respondeu que a equipe era boa, o lugar também e o clube oferece uma estrutura de qualidade. Ele ainda disse que Alexandre Gallo estava formando uma equipe boa, fechada e unida.
Natural de Serra, cidade do Espírito Santo, Rhayner se profissionalizou em 2007, quando tinha 17 anos e atuou pelo Barueri (antigo Grêmio Prudente). No time, ele disputou a primeira Série A da carreira, mas foi atrapalhado por uma sequência de lesões no joelho. Em 2010, Rhayner atuou no Campeonato Paulista e teve seus direitos federativos comprado por um grupo de empresários.
- Eles compraram meu passe e me levaram para o Figueirense, onde eu disputei a Série A pela segunda vez. Tive outra lesão no joelho e precisei me submeter a uma cirurgia. Recuperado, eu comecei a imprimir uma boa sequência de jogos como titular e elevei o meu nível no futebol.
O nome de Rhayner surgiu de forma curiosa. O pai do jogador, seu Marcon, queria que o filho se chamasse Highlander por ser fã do filme protagonizado pelo ator Christopher Lambert. A mãe não deixou e encontrou uma solução, batizando o garoto como Rhayner. Agora, resta aos torcedores do Náutico torcerem para que o meia-atacante renove o contrato e quebre o jejum de gols no Campeonato Pernambucano 2013.
Por: Globo Esporte
Foto: NauticoNET/Aldo Carneiro
eu me refiro ao Rayner bom jogador boa personalidade bom futebol, não fez gol mais deu ao time a velocidade que a muitos anos agente não via desde a epoca de lima.
os gols virão, pois trata-se de um jogador de futebol. o importante e que o nautico segure o jogador porque ele e bom e muitos times vão correr atraz dele para o ano que vem.
O Rhayner tem que renovar é peça fundamental no esquema de jogo…Aliás o Náutico tem que comprar o passe dele….
Fica Rhayner
galera ajuda a garota do náutico que está na final do belas da torcida, está dificil pra ela, a garota do paysandu está na frente mais por poucos votos, sem falar que a torcida do paysandu falou mal do cnc, ai me motivou e muito. votem lá, no link abaixo .
http://esporte.uol.com.br/belas-da-torcida/duelos/?duelo=semifinal-nautico-x-paysandu