AFLITOS

Tem um aspecto na carreira de Roberto Cavalo que ele mesmo não tinha percebido. Seus melhores desempenhos como treinador e também na época de jogador aconteceram quando estava numa equipe na qual estava longe de se apresentar como favorita. Então, para Cavalo, é preferível aparecer como um azarão do que uma barbada.

“Realmente, nunca tinha pensado nisso. Mas parece que até hoje dei mais certo quando estive num grupo considerado mais modesto. Pelo menos como jogador foi assim. Como técnico ainda não tive oportunidade de trabalhar numa equipe cheia de estrelas”, reconhece o comandante alvirrubro, após a reportagem da Folha de Pernambuco relembrá-lo de alguns fatos da sua carreira que comprovam esta característica.

O estilo azarão começou ainda como jogador. Em 1991, ele entrou para a história do Criciúma ao conquistar, de forma invicta, a Copa do Brasil. Na ocasião, os catarinenses desbancaram equipes de tradição como o Atlético Mineiro e, na final, o Grêmio.

Dois anos depois, Roberto Cavalo conquistava o vice-campeonato brasileiro pelo surpreendente Vitória, que perdeu o título para o Palmeiras. “Quando estive num time que era considerado favorito, o treinador não conseguiu administrar o ego de todas as estrelas do time. Foi meu caso no Botafogo, em 1994. Tínhamos Túlio, Donizete e toda aquela equipe que seria campeã brasileira em 1995. Mas não conseguimos ganhar nada naquele ano”, relembra.

A característica de jogador guerreiro Roberto Cavalo carregou quando resolveu virar técnico. E consigo levou também o velho estigma de azarão. Nos últimos dois anos, ele conseguiu êxito assim. Em 2004, como um time fraco tecnicamente nas mãos, o treinador quase levou o Avaí à Primeira Divisão – ficou em terceiro lugar.

Este ano, a história se repetiu. Roberto Cavalo pegou o Náutico desacreditado, após o fracasso no Estadual, e andou algumas rodadas da Série B na zona do rebaixamento. Agora, está disputando o quadrangular final e com muitas chances de conseguir o acesso. “Meu jeito de trabalho é o mesmo da época de jogador. Gosto do estilo guerreiro. Nós mudamos a filosofia no Náutico. Quando cheguei, o time jogava em função do Kuki. Hoje, temos um time homogêneo. É um time parecido com o do Criciúma. Tinha uma marcação forte atrás e deixava um homem na frente rápido para resolver”, conta.

Uma resposta a AFLITOS

  1. Erasmo .Brasília - DF disse:

    Nessa hora o que realmente interessa é a subida para a 1ª Divisão.O culpado pelo obejetivo alcançado, daqui a um mês, é de todos.Náutico para frente e prar o Alto.

  2. Airton Correia da Silva disse:

    Achei que realmente Marcelo Ramos prejudicou o Náutico, mas não concordo com o treinador e a diretoria ter criticado o jogador publicamente, pois deveria fazer internamente sem tornar público. Isso pode provocar uma reação da torcida contra o jogador e até desestimular essa zagueiro para os próximos jogos caso venha a ser convocado.

  3. Aleixo disse:

    Perdemos apenas um combate da batalha final. ALVIRRUBROS, vamos transformar nosso estádio em um local de pressão insuportável para nossos adversários. Tenho certeza que uma vaga é nossa.

  4. Pedrinho FANÁUTICO disse:

    Êsse Marcinho deve no mínimo ser um veadinho rubronegro gozando no pau dos paulistas.Não vamos entrar nesse jôgo de provocações porque o próprio grêmio sentiu o pêso do TIMBU e ganhou graças a uma mancada do nosso zagueiro que pediu prá ser expulso. A Portuguesa sim, ganhou nos aflitos numa falha do nosso goleiro e perdeu em São Paulo quando não teve capacidade para aproveitar a ajuda dos ladrôes que deram aquele pênalte e mesmo assim o Náutico foi lá e ganhou no VIRA-VIRA ao estilo da música portuguesa.O CACÃO AGORA VAI PIÁ no caldeirão dos aflitos. Que venha GAY-UCHOS E PORTUGUESES. O CÔCO AQUI É SÊCO.

  5. victor disse:

    vamos cavalo esse ano agente sobe
    nautico acima de tudo
    http://www.flogao.com.br/fanauticotjf

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