PROMOTOR

Autor de uma ação civil pública que pede a extinção das três principais torcidas organizadas do Estado (Jovem do Sport, Fanáutico e Inferno Coral), o promotor do Ministério Público de Pernambuco, Ricardo Coelho, em entrevista ontem ao Jornal do Commercio, adotou um discurso duro contra Náutico, Sport, Santa Cruz, Federação Pernambucana de Futebol e Polícia Militar. Para ele, falta “vontade política” no combate à violência provocada por essas facções. Segundo o promotor, os clubes, a FPF e PMPE já possuem, inclusive, meios legais para proibir a entrada das organizadas nos estádios graças a uma recomendação feita no ano passado pelo Ministério Público para que as três organizadas sejam impedidas de frequentar as partidas.

“Eles acataram essa recomendação nas finais do Campeonato Pernambucano do ano passado e houve êxito. Apesar de toda a rivalidade entre Sport e Santa Cruz, não houve um único incidente de violência registrado. Mas após o Estadual os clubes e a FPF voltaram a liberar o acesso dessas organizadas. Essa recomendação continua vigente e com base nisso, os clubes, a FPF ou a Polícia Militar podem de imediato voltar a proibir a entrada desses torcedores. O Ministério Público pode reforçar essa recomendação, mas é como tirar uma xerox da anterior”, afirmou Ricardo Coelho, que foi ainda mais incisivo. “Basta vontade política. Os três clubes e a FPF se mostraram a favor das organizadas e a Polícia Militar se omitiu. Isso foi o que levou o MPPE a entrar com a ação civil pública pedindo a extinção.”

Na ação civil pública que pede o fim definitivo das três torcidas organizadas, Ricardo Coelho afirmou ter relatado pouco mais de 800 crimes cometidos por Fanáutico, Jovem e Inferno Coral em um período de um ano, entre 2011 e 2012. A liminar que solicita a proibição imediata das facções foi indeferida em outubro, mas a ação principal deve ser julgada até o final do ano.
“De uma forma muito modesta, contabilizamos pouco mais de 800 crimes em um ano praticados por essas torcidas. Mas com certeza, esse número real ultrapassa facilmente os mil.

Basta perceber que em um único clássico entre Santa Cruz e Sport, no ano passado, 200 ônibus foram depredados. Só isso contabiliza 200 crimes. Mas em cada ônibus danificado há mais de um crime praticado como depredação do patrimônio público, roubo e lesões corporais, por exemplo”, calculou.
“Acredito que a ação que pede a extinção possa ser julgada no final do ano. Mas o caso desse rapaz pode ajudar a acelerar o processo. A pressão da sociedade será muito grande”, acredita Ricardo Coelho.

Por: João de Andrade Neto/Jornal do Commercio
Foto: Aldo Carneiro

4 respostas a PROMOTOR

  1. Dr.Ricardo Coelho,espero que o senhor tenha êxito na ação, pois para mim eles não são torcedores,são verdadeiros marginais, que vem a ha muito perturbando a ordem pública, não sei os motivos que os Clubes sedem espaços nas suas dependência,para esses desqualificados, sei que muitos não cometem esses abusos,porém ou se acaba as com as organizadas,ou os verdadeiros torcedores deixaram de ir aos estádios,quem irá levar seus filhos e netos a um campo de futebol para senas como as de sábados, Dr. Paulo Wanderley MD Presidente do nosso Querido Clube Náutico Capibaribe, reveja sua posição antes que, os verdadeiros torcedores deixem de ir aos estádios,família não se junto aos marginais,com raras exceções as organizadas tem muitos bandidos, e esses não podem nem devem conviver na sociedade. Peço as autoridades constituídas providência urgente, para banir dos estádios esses elementos.

  2. Valfrido gerosino da silva filho disse:

    ACABA COM ESSAS DESGRAÇAS!

  3. RAFAEL NÁUTICO ! disse:

    BANIR NÃO VAI ADIANTA, TEM QUE TER LEIS RIGOROSAS CONTRA AS ORGANIZADAS, MAS SABE COMO É NÉ, OS NOSSOS POLITICOS TEM PREGUIÇA.

  4. Valfrido gerosino da silva filho disse:

    É PRECISO, O MPE INVESTIGAR O QUE ESTÁ POR TRÁS DA CONIVÊNCIA DOS PRESIDENTES OS TRES CLUBES EM PE, COM AS ORGANIZADAS, INCLUSIVE CEDENDO AS DEPENDENCIAS DO CLUBE PARA SEDE SOCIAL(sport),E OUTROS PRIVILËGIOS.É PRECISO RESPONSABILIZA-LOS!

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