COLUNA DO CARLOS CELSO CORDEIRO – A CASA DO NÁUTICO

O campo dos Aflitos existe desde 1917.

No início pertencia à Liga Sportiva Pernambucana, a atual Federação Pernambucana de Futebol.

Neste período denomino o campo como Aflitos-LIGA.

A partir de 1918 o estádio dos Aflitos passou a ser a casa do Náutico.

No começo era apenas um campo onde os alvirrubros mandavam seus jogos.

As duas metas ficavam no sentido Leste-Oeste.

Em 1939 as duas metas foram colocadas no sentido Norte-Sul.

Como continuam até hoje.

Depois foram construídas as arquibancadas.

Passamos um período em que o estádio tinha as bonitas marquises curvas do lado das sociais, as arquibancadas “suspensas” e, no lado das gerais, o lendário “balança mais não cai”.

A partir de 2001 o estádio ganhou a configuração atual.

Desde 1918, gerações de alvirrubros tiveram o estádio dos Aflitos como sua casa.

Lá, nós alvirrubros celebramos muitas vitórias e amargamos nossas derrotas.

Ao todo, foram quase 1.770 partidas disputadas pelo Náutico nos Aflitos.

O número de vitórias e empates supera 80%.

Mas o estádio dos Aflitos abrigou, também, jogos de outras equipes.

Incluindo os jogos do Náutico, tenho registro de quase 3.000 jogos na casa do Náutico.

Nossos principais adversários jogaram muitas vezes em nosso estádio.

E não apenas contra o Náutico.

O Sport jogou 412 partidas nos Aflitos.

O Santa Cruz cerca de 540.

A partir do segundo semestre de 2013 o estádio dos Aflitos, como é comumente chamado o estádio Eládio de Barros Carvalho, deixará de ser a casa do Náutico.

Mas, já é capítulo importante da nossa história.

Até lá, cada partida nos Aflitos será especial.

Será uma despedida.

Todo alvirrubro deve aproveitar este momento único para fazer a sua despedida dos Aflitos.

Haverá uma mudança de endereço.

Deixaremos de jogar nos Aflitos.

Nosso novo endereço será a Arena Pernambuco.

Ou será a Arena Timbu?

Um novo capítulo da história começará a ser escrito.

Esperamos que este capítulo conte histórias de muitas conquistas e alegrias.

Comentário de Mestre Edgar Mattos: Carlos Celso: nos anos 45/50 não havia alambrado em torno do campo. Apenas uma mureta fácil de transpor. Então, á medida em que o jogo se desenrolava a meninada – eu como parte dela – ia se aproximando das laterais do campo, especialmente por trás das barras. Até que, acionada, a cavalaria assustava a todos fazendo-nos correr de novo para trás da mureta. Bons e românticos tempos do estadinho dos Aflitos… Nossa precária iluminação era gozada pelos adversários que, por causa dela, chamavam o nosso campo da “boite dos Aflitos”. Uma noite, com muita festa, foi inaugurada a nova iluminação. Estive presente a todos esses eventos sem que a memória tenha registrado os detalhes que vocês historiadores são capazes de resgatar.

Por CARLOS CELSO CORDEIRO, MDM

2 respostas a COLUNA DO CARLOS CELSO CORDEIRO – A CASA DO NÁUTICO

  1. Evandro Henrique do Nascimento disse:

    Meus jogo inesquecpivel do Náutico, na verdade foram dois num intervalo de 8 dias:
    Nautico 3 x 2 Sta Cruz, em 21/04/1968 uma virada espetacular nos últimos 10 minutos
    Nautico 0 x 0 Sport, em 28/04/1968. Foram os primeiros jogos que assisti e que determinou
    ninha paixão pelo Náutico. Ainda tive o privilégio de conhecer Fraga no CT, que jogou nestas
    partidas e comentar com ele a respeito dessa minha primeira experiencia nos Aflitos.

    Evandro Henrique

  2. francisco disse:

    FORA GIOVANNI FDP ENGANADOR AUGUSTO!

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