1984.
Eu lia Orwell.
Eu e meio mundo de gente.
Duplipensar.
Mordida de rato.
Tortura.
Final Cut.
O Coritiba era freguês do Náutico.
Jogara três vezes.
Perdendo duas e empatando uma.
O Coxa tinha Jairo.
Jairo, gigante nos anos 70.
Jairo pós-Náutico nos anos 80.
O Timbu vinha de Mazaroppi.
O Coxa tinha Divino.
O Náutico atuava com Newmar e Zé Eduardo.
E havia Baiano, Lourival, Ademir Lobo, Heider.
Talento de sobra no alvirrubro.
Os paranaenses sairam na frente.
Gol relâmpago de Hélcio.
Mas pelo radinho de pilha.
Sentado na rede da sala.
Deu pra vibrar com o gol de Silmar aos 25 da segunda etapa.
Deu pra comemorar com a virada de Ferreira.
Dois minutos depois.
Pra matar do coração o folião de 20 anos.
Prestes a ser campeão pernambucano pela primeira vez…
Por: Roberto Vieira/Blog do Roberto