Muitos não sabem, este é o terceiro Clássico mais antigo do Brasil. Veio depois do Vovô carioca e uma semana após o primeiro Grenal. Náutico x Sport tem sua origem na origem do futebol nacional, quando não havia telefone, rádio nem cinema falado nesse mundo…
Existem vitórias e vitórias, derrotas e derrotas. O ser humano perde de quem nunca viu e continua tranquilo, bem humorado e com sono tranquilo. Mas quando a derrota é para o vizinho do lado?
O ser humano perde o bom humor, deixa partir a tal tranquilidade, fica ouvindo piadinhas pelos cantos da casa.
Assim são os clássicos no futebol e nos demais esportes.
O Clássico é aquele jogo que não se pode perder, o jogo que consagra os atletas, o jogo que diferencia crianças de gigantes. Heróis e derrotados.
Não existiria mais futebol sem os Clássicos, sem o oponente ao qual sonhamos bater no campo de batalha. Nenhum troféu, nenhum título, nenhuma glória se compara ao momento em que ostentamos no coração a bola beijando as redes do goleiro adversário.
1909.
O Sport tinha seu time de futebol e o Náutico vivia do remo.
O Sport lançou o desafio: vamos jogar futebol?
E o Náutico aceitou.
A cidade do Recife parou.
Todos apostavam no Sport.
Se fosse no remo, dava Náutico. Com a bola no pé? A vitória seria rubro negra.
Seria…
Pois os atletas do Náutico calçaram chuteiras, botaram o manto alvirrubro no peito e passaram por cima do Sport com um sonoro 3×1.
Torcida de queixo caído.
Os jogadores do Sport trocaram cumprimentos e foram pra casa acabados, melancólicos, inimigos da luz do sol.
Teve início a guerra dos cem anos em Pernambuco.
Não existe Libertadores. Não existe Brasileirão.
A maior alegria do torcedor pernambucano é derrotar o Timbu, derrotar o Leão…
E logo este que é o primeiro Clássico dos Clássicos em disputas internacionais?
Este Clássico vale por mil Copas do Mundo.
Vale por cento e quatro anos de muita história pra contar…
Por: Roberto Vieira
e deu SPORT!