A Federação Pernambucana mudou a tabela uma dez vezes.
E me assopraram no ouvido que o Sport foi beneficiado.
Sport que abre o torneio na ARENA – teoricamente campo alvirrubro.
O Santa Cruz ia jogar três seguidas em casa.
Depois ia jogar a primeira fora – sendo o campeão.
Agora deve pegar o Central, no Arruda.
E daí?
Fred Domingues solta fogos.
Ubirajara Tavares fica amuado – e assina.
Constantino Jr. manda confeccionar a faixa de Tetra.
Reprise de um filme tão antigo quanto a fome.
COMPLEMENTO – Newton Morais
Estou estarrecido com a forma como o Clube Náutico Capibaribe vem sendo tratado e a submissão de nossa Direção.
Tudo começou com a mudança do jogo Botafogo-PB x Náutico para Goianinha, devido ao Almeidão não oferecer condições de segurança ao torcedor. Em função de liminar da Justiça Comum paraibana, o jogo foi adiado. Nosso presidente foi taxativo: o Náutico não vai aceitar jogar com intervalo inferior a 72 horas. Os jogos foram remarcados e, para minha surpresa, o Náutico aceitou passivamente jogar domingo, terça e quinta. Pela carência de datas, a decisão até que foi compreensível, mas então por que Glauber afirmou que não aceitaria jogar nessas condições?
Na derrota contra o Sport, domingo passado, houve falta em João Ananias no primeiro gol e o terceiro originou-se de um pênalti inexistente. Ninguém da Direção do Náutico reclamou.
Em relação à partida de hoje, tinha ficado estabelecido que ela seria jogada com portões fechados. Para minha surpresa, o Ministério Público da Paraíba determinou que apenas a torcida do Botafogo tivesse acesso ao estádio. Parece brincadeira, mas o Botafogo foi punido e quem cumpriu a penalidade foi o Náutico.
Mas o pior ainda estava por acontecer. O primeiro jogo do Náutico no campeonato pernambucano, de acordo com a tabela, seria no próximo domingo, contra o Salgueiro, na Arena Pernambuco. Sem nenhuma razão plausível, a Federação mudou a tabela e determinou que fosse contra o Sport, na Ilha do Retiro. O Náutico esperneou, disse que não aceitava e Evandro Carvalho, afirmou, taxativamente: “o Náutico vai jogar aonde eu mandar. Se eu mandar o Náutico jogar na lua, ele vai. Se não jogar, perde os pontos”. Após tamanha demonstração de prepotência, nossos dirigentes – para minha surpresa – “baixaram a crista” e, humildemente, pediram que a Federação pelo menos passasse o jogo para a segunda-feira. A Federação fez essa pequena concessão, mas o Sport impôs que, nesse caso, houvesse a inversão do mando de campo. O Náutico não concordou, mas terminou cedendo. Melhor seria ter voltado o jogo para o domingo, na Ilha.
Quanta submissão, meu Deus. Em sinal de protesto, vou ficar em casa.
Desculpem a franqueza, mas tenho que ser coerente com o que penso. Uma das grandes críticas que fazíamos às últimas gestões que passaram pelo Náutico era sua submissão aos caprichos da Federação. Infelizmente, estou vendo coisa pior. Votei no MTA e trabalhei bastante por sua vitória. É claro que não me arrependo, pois sei que o Náutico hoje está sendo dirigido por pessoas sérias e que têm amor ao Clube. Estão sacrificando suas famílias e seus afazeres profissionais, dedicando-se ao Clube de uma forma admirável. Mas não posso me calar diante de tamanha humilhação.
Por: Roberto Vieira
prezado Roberto,
achei lamentável o texto pelo sr. escrito.
escrito com tamanha falta de conhecimento que só nos dá pena de quem o escreve.
feito morcego, mordes e assopras.
Na minha visão, não sei o que os diretores da atual gestão tem culpa.
se fazem o que fazem com o nautico é devido aos gestores passados.
mas nosso presidente já entrou com o pedido de adiamento.
nossos torcedores ja entraram na justiça contra a tabela do pernambucano.
e o caminho tem que ser este. torcida e presidente juntos trabalhando em prol do náutico.
Concordo totalmente.