CLÁSSICO

Faz tempo que o Náutico não sabe o que é vencer o Santa Cruz no Arruda. A última vez que isso aconteceu foi em 2009, quando, pelo Campeonato Pernambucano, ganhou por 3 a 1. Se o assunto é tabu, o discurso padrão aponta para jogadores se esquivando. A frase recorrente é que “cada jogo tem uma história diferente”. Para o elenco alvirrubro, os cinco anos sem vencer o arquirrival fora de casa pesam, sim. E se tornam num elemento motivador.

O goleiro Alessandro esteve nos dois Clássicos das Emoções jogados em 2014 e não teve sorte. Em um, não foi vazado, mas o placar foi 0 a 0, no Arruda. No outro, perdeu na Arena Pernambuco e levou cinco gols na vitória coral por 5 a 3. Mesmo só tendo chegado ao Náutico este ano, disse que o jejum é um assunto que deve estimular a equipe.

- Fazia tantos anos que não ganhávamos dentro da Ilha do Retiro e ganhamos do Sport. Tabu está aí para ser quebrado e claro que serve como motivação. O jejum incomoda a torcida. Vamos fazer de tudo para sairmos com a vitória.

De 2009 até então, Santa Cruz e Náutico fizeram seis Clássicos das Emoções no estádio do Arruda. Foram três vitórias corais e três empates.

O meia Marcos Vinícius é um dos poucos jogadores do elenco que estiveram presente na última vitória alvirrubra sobre o arquirrival (além dele, só o volante Elicarlos): foi em 2013, quando o Timbu venceu por 2 a 1, nos Aflitos, mas não se classificou às finais.

- É (um motivador) sim. Isso é colocado para a gente. Sempre ficamos sabendo dos tabus. É bom lembrar, não fomos nós que estávamos aqui em 2009, quando o Náutico venceu pela última vez lá. Mas queremos quebrar tabus, claro.

Por: Daniel Gomes/Globo Esporte
Foto: Aldo Carneiro

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