O JOGO NÁUTICO X PONTE PRETA QUE NÃO ACONTECEU OU A INCRÍVEL HISTÓRIA DO DIA EM QUE A PONTE PRETA ENCAÇAPOU DOIS PERNAMBUCANOS EM 24 HORAS E SAIU ANTES DE ENFRENTAR IVANILDO E HAMILTON…
Pouco torcedor da Macaca lembra, talvez nenhum.
A Ponte Preta em Recife naquele 1954 foi épica.
Recife estava alagada.
Recife que aplaudira os craques do Vasco e do Corinthians recentemente.
A Ponte Preta chega para enfrentar o Vitória-BA no dia 21 de maio.
Um amistoso pra lá de estranho.
A equipe campineira chega pelo Lóide Aéreo no dia 19 de maio.
Convidada pelo América-PE.
A delegação vem chefiada por Francisco Ivone Júnior.
Segundo clube mais antigo do país.
A Ponte traz o ponteiro Noca, antigo jogador do Santa Cruz.
A Ponte também alinha Nininho, antigo craque da Portuguesa de Desportos.
Nininho que brilhou com a Lusa em 1946 na excursão por Pernambuco.
Pelo Vitória, campeão baiano, chega nada mais nada menos que Quarentinha.
O futuro artilheiro botafoguense jogará ao lado de Alencar, Juvenal e Fiúza.
Vitória que tem no gol o extraordinário Dr. Nadinho.
Quarentinha passa em brancas nuvens.
É vaiado ao ser substituído por Cornero.
A Ponte sofre o primeiro gol através de Juvenal.
Mas encontra forças para virar a partida com Bibe e Nininho.
O adversário seguinte da Ponte Preta seria o Clube Náutico e o Santa Cruz.
Mas as fortes chuvas impedem os dois compromissos.
Finalmente, depois de muita espera, aparece o Sport.
No dia 28 de maio os rubro-negros abrem vantagem no marcador.
Através do bailarino Dimas.
Mas a Ponte empata com Baltazar.
O Sport bota 2 a 1 com Géo chocando-se com o goleiro Ciasca.
A Ponte poderia empatar em um pênalti de Pinheirense.
Pênalti devidamente ignorado pelo árbitro Luiz Zago.
Poderia ter empatado e acabou empatando.
Com a classe e o oportunismo de Nininho.
Pronto.
Estava instalado o pânico em Pernambuco.
O Sport batera o poderoso Corinthians de Gilmar.
Como podia empatar com a Ponte Preta?
A resposta veio nos inusitados dias 30 e 31 de maio de 1954.
Em menos de 24 horas, a equipe paulista entrou no gramado duas vezes.
A primeira contra o Santa Cruz no dia 30 de maio, um sábado à noite.
Triunfo maiúsculo por 3 a 1.
Depois no domingo, 31 de maio.
Triunfo por 2 a 1 diante do América-PE.
A Ponte Preta jogando com seu arqueiro reserva, Andú.
Ponte Preta que continuava com Nininho em forma insuperável.
Não fosse Vicente no arco esmeraldino.
O desastre local teria sido de maiores proporções.
O Náutico, enquanto isso, retornava de vitoriosa excursão ao Ceará.
Metera um 3 a 1 no Fortaleza.
Ivanildo e Hamilton fazendo a festa.
Náutico que voltava às pressas para cumprir com a sua palavra.
Enfrentar a Ponte Preta.
Porém, a história não queria este confronto na década de 50.
A Ponte Preta tinha vários jogadores lesionados.
Solicitou através de carta aberta.
O adiamento da peleja.
O Náutico sabendo dos resultados antológicos do rival paulista.
Achou por bem deixar o encontro marcado.
Para um futuro bem longe de 1954…
Postado por Roberto Vieira