Foi-se embora o menino de Tiúma,
livre enfim,
embora livre fosse desde sempre,
apesar dos grilhões vestes ganhas de presente
oferta d’algum ditador de plantão.
Foi-se embora o irmão do Claudionor,
deixou conosco a pedra,
as esfinges esculpidas com mãos de mestre,
meninas em poses de infinitas promessas,
senhoras da nossa imaginação.
Chegou a hora, Abelardo!
Chegou a hora!
Vai brincar de menino por esta eternidade afora!
Deixa-nos adultos nesse mundo de horas marcadas
horas frias,
horas sensatas.
horas que nos deixam a toda hora com saudade do Abelardo da Hora…
Por: Roberto Vieira
Vai com Deus Abelardo.