Um dos principais pontos fortes do Avaí-SC que o técnico Dado Cavalcanti quer combater são as cobranças de faltas próximas ao gol. O time catarinense costuma cruzar a bola na área, o tradicional “chuveirinho”, se transformando numa arma perigosa. Nos últimos dias, o técnico Dado Cavalcanti comandou treinos intensivos, focando essa jogada, para que o Náutico não cometa erros nas bolas aéreas no duelo deste sábado, na Ressacada, em Santa Catarina.
- Trabalhei muito a bola aérea porque é uma preocupação nossa. Mas vamos fazer um jogo parelho, buscando levar vantagem nos pontos mais frágeis que o Avaí tem – disse Dado Cavalcanti.
Dos 39 gols marcados pelo Avaí na Série B, 14 foram marcados em jogadas de bola parada – destes, quatro em cobranças de falta diretas. O zagueiro Renato Chaves diz que já está tomando todos os cuidados para que não sejam cometidas faltas nas proximidades da grande área.
Porém, uma das coisas que vem incomodando o zagueiro é a polêmica que se instaurou nos últimos dias, sobre o conceito de “bola na mão” ou “mão na bola”. O chefe de arbitragem da FIFA, Massimo Busacca, afirmou que a orientação para a CBF nunca mudou e que os árbitros devem, sim, levar em conta a intenção do jogador na hora de marcar uma infração. Isto fez dobrar a média de pênaltis assinalados no Campeonato Brasileiro.
- Isso aí está meio confuso. A gente procura colocar as mãos para trás, mas isso prejudica nossa impulsão. A gente tem de fazer o que for possível para não nos prejudicarmos. Ninguém sabe ao certo ainda o que é mão na bola, bola na mão. É muito da interpretação. Vamos tomar todo o cuidado necessário para não sofrermos com isso.
Por: Daniel Gomes/Globo Esporte
Foto: Aldo Carneiro