Uma das referências técnicas do time, o volante Fillipe Soutto, não escondeu a preocupação de que o time alvirrubro não sabia lidar com a pressão que recai sobre o mau momento no Campeonato Pernambucano. Afinal, a equipe é considerada muito jovem. A média de idade do elenco é de apenas 22 anos. Por isso, jogador pediu para que os jogadores soubessem “mudar a chave” no momento. Depois de dois jogos consecutivos contra o Santa Cruz, o Náutico vai encarar, na próxima quinta-feira o Piauí, por uma competição diferente: a Copa do Nordeste.
- Eu espero que o time saiba separar bem as coisas. Fomos enfrentar o Piauí, no jogo da ida, centrados no nosso objetivo da Copa do Nordeste. Temos de ter maturidade e no futebol, a gente tem de saber conviver com pressão, Mas não podemos deixar que ela nos atrapalhe.
Fillipe Soutto reconheceu a situação que o time passa por um momento difícil. E, inclusive, não quis exaltar o trabalho que vem sendo feito porque, segundo ele, os números mostram o contrário.
- Se eu disser que nós estamos no caminho certo, estaria assumindo uma responsabilidade de estar falando algo contraditório quando se vê os resultados. Não estamos conseguindo vencer e isso é o que vale e valoriza um trabalho. É assim que acontece, principalmente no Brasil. Estamos em uma situação difícil, mas temos de inverter esse quadro.
Outro medo de Fillipe é que se crie uma crise nos bastidores do clube por conta do mau momento. Segundo ele, caso isto aconteça, as coisas tendem a piorar mais ainda.
- São duas competições distintas e estamos fora da classificação das duas. A situação é difícil, mas é plenamente reversível. Nem tudo está perdido e se nós criarmos uma crise interna, ela pode atrapalhar tudo. Não podemos nos acomodar e ter serenidade para agir da melhor forma.
Por: Daniel Gomes/Globo Esporte
Foto: Edmar Melo
FELIPE, UM CONSELHO, FICA NA TUA…NÃO ESTÁS JOGANDO ABSOLUTAMENTE NADA, NÃO MARCAS, NÃO CRIAS E SEQUER FAZES COBERTURA…UM JOGADOR A MENOS, MELHOR FICAR CALADO E JOGAR BOLA, O QUE VOCÊ AINDA NÃO FEZ NO NÁUTICO.
O time não é ruim, é questão de característica de jogador (é claro que tem suas limitações e estou fazendo um análise dentro da realidade atual do Náutico) e com base nisso é nítido que o meio de campo do Náutico não tem a mesma pegada que tem o do Santa (é só ver os jogos entre eles, não dá para deixar tudo nas costas de dois volantes apenas ( e no caso do Souto, com a responsabilidade de sair tb para o jogo). Não estou dizendo que o Patrick Vieira e o Bruno Alves não ajudam, eu vejo o time ainda um pouco distanciado entre seus setores, e alguns jogadores ainda necessitam de um melhor preparo físico. Claro que qualidade técnica sempre é bem vinda, mais no caso do ataque, Waldison e Betinho, não são tão diferentes de Renato e Josimar. É questão de dar tempo, e o acerto acabará vindo. O problema é a torcida aguentar.
Reforços: Almir, meia do Bangu, com contrato de risco; Cleber, zagueiro do Amárica de Natal, que está insatisfeito no clube.