Depois de muito mistério, atacante renova com o Náutico por dois anos
Acabou o mistério. O destino do atacante e ídolo timbu Kuki chegou a mexer com a cabeça de toda a torcida recifense e até deixou os dirigentes com os nervos à flor da pele. Às 20h30 de ontem, veio a confirmação: ele ficará no Náutico por mais dois anos. O salário será o já divulgado pela imprensa: R$ 25 mil/mês. Mas no segundo ano haverá um reajuste não revelado oficialmente. Ainda na edição de ontem, o jornal O Liberal, de Belém do Pará, confirmava que o presidente do Paysandu, Arthur Tourinho, viria, ainda hoje, com carga total em cima do jogador. Até aquele momento, ele ainda não havia fechado o seu novo compromisso com o Alvirrubro.
Enquanto isso, ontem no Recife, surgia um boato, segundo o qual, o Sport teria oferecido R$ 50 mil de luvas e R$ 40 mil mensais para ter Kuki em 2004 e 2005, o que quebraria o pacto firmado entre os três clubes locais de não assediar atletas rivais até que se esgotassem todas as possibilidades de renovação com o respectivo clube. Cogitou-se também que o Santa Cruz formaria um grupo de torcedores para tentar levar Kuki para o Arruda.
Por telefone, de Roca Sales/RS, o próprio Kuki negava qualquer proposta do Sport e do Santa, no final da tarde, mas confirmava a oferta do Papão. “Olha, em breve vocês saberão de tudo. Eu sempre fui o primeiro a renovar e agora só quis esperar um pouco. Só digo uma coisa: dinheiro nunca foi problema para eu ficar no clube”. À noite, Rubens Barbosa e Gustavo Rêgo, telefonaram para a redação, confirmando o acerto com o “baixinho”. Chamado novamente, o celular de Kuki estava desligado.
Antes, a Folha de Pernambuco havia procurado o presidente do Sport, Severino Otávio, o Branquinho, que se mostrou totalmente transtornado ao telefone (estava em São Paulo). “Eu queria saber por que vocês da imprensa não dizem que o Náutico veio atrás de Bosco? Não digo que foram Eduardo Araújo e Ricardo Valois porque sei que nenhum dos dois faria isso. Mas há diretores do Náutico agindo desta maneira. Eu já afirmei que Kuki interessa a qualquer grande clube, mas não pagaremos esse valor a ninguém. Aqui nós temos teto, planejamento e iremos respeitá-los!”.
O presidente ficou ainda mais nervoso quando indagado sobre qual seria o teto mencionado. “Não vou dizer a você porque isso não interessa!”, disparou. Este repórter ponderou que estava tratando do assunto do ponto de vista profissional e que, se perguntava, era porque julgava a questão importante para o leitor da Folha e, em especial, para a torcida leonina. A partir daí, o dirigente, aos berros, partiu para ofender este profissional.
Encerrada a “conversa”, por motivo óbvio, o repórter recebeu uma ligação telefônica do assessor de imprensa do Leão, Claudemir Gomes, na qual justificou o nervosismo de Branquinho pelo fato do mesmo “ter perdido seu aparelho celular na capital paulista”. Na ocasião, Gomes desculpou-se pelo comportamento do dirigente.