A diretoria do Náutico encomendou Lisca como remédio para a apatia que o time vivia e a receita começa a surtir efeito. Se vai ser suficiente para salvar o enfermo, são outros quinhentos.
Doente do pé e ruim da cabeça, o Náutico provocava ondas de calafrios na torcida, que hidrofóbica, salivava raivosa e febril das arquibancadas. Não, não era a febre do rato, e sim, a febre do timbu.
Tanto que o grito de guerra do torcedor era “n-a-UTI-c-o”.
Num time formado por garotos, o treinador tem que ser um xarope, difícil de engolir, amargo de fazer careta. Mas que dá resultado.
Moacir Júnior era mais homeopático, tipo chá de camomila, calmo até demais. E o Náutico dormia em campo, sonhando com algo melhor, enquanto a zaga deitada em berço esplêndido assistia aos adversários passarem.
E na hora de acordar, a realidade estava mais para pesadelo.
Lisca é um treinador tarja vermelha… e branca, uma vacina contra a monotonia e um antibiótico contra o desânimo. Tem lá suas contraindicações fora de campo e pode ser que até tenha prazo de validade.
Porém, se o paciente seguir a receita direitinho, pode ser que encontre a cura.
Por: Alvaro Filho/Blog do Torcedor
Foto: Chico Peixoto
Pelo menos ele foi mais inteligente do que os outros, mudou para três zagueiros e melhorou um pouco essa defesa horrível. Acontece que muitos acham que devemos jogar em casa no 4.4.2. Só que esquecem que não somos mais o Náutico de antigamente, pois na verdade, estamos nivelados com as equipes da copa do NE, e com os pequenos do pernambucano, nada mais! Então, o 3.5.2 é o melhor para essa zaga desconcertada, só que, quem descobriu isso foi só o Lisca. Parabéns !
Lisca é um técnico com espírito de vencedor, que quer ganhar, que veste a camisa do clube. O Náutico está precisando de gente com este perfil, para acordar!!!!