Existe um certo receio da torcida alvirrubra depois que a contratação de Rodolpho foi anunciada pelo Náutico. Apesar de ser uma cria da base, ter jogado sete anos na sua primeira passagem (de 2001 a 2007) e ser o único atleta em atividade que tem três títulos pelo clube (os Pernambucanos de 2001, 2002 e 2004), a imagem deixada depois da famosa “Batalha dos Aflitos” ainda segue viva na mente dos alvirrubros. Ele era o camisa 1 do Náutico no fatídico jogo em que o Grêmio venceu por 1 a 0 e subiu à Série A, em 2005, com quatro jogadores a menos. Oito anos depois da sua saída, o goleiro leva o assunto numa boa e mais: revelou que no mesmo ano que o Timbu teve um dos seus piores fracassos, ele se tornou sócio do clube. E é até hoje.
- Pelo contrário. Aquele episódio não me trouxe nada de ruim. Mas aquele momento foi um divisor de águas porque depois conquistamos um acesso e ficamos três anos na Série A. Foi justamente naquele momento difícil que eu resolvi tomar a atitude de me associar ao clube. Sou sócio desde 2005. E eu quero que o torcedor se associe também neste momento que estamos precisando.
Rodolpho retornou ao Recife em novembro de 2014 para fazer uma cirurgia no ombro esquerdo. Pediu para fazer a fisioterapia e se recuperar no Náutico. Em março, já na fase final de recuperação, começou a treinar com o elenco. Foi quando apareceu a figura do técnico Lisca, fundamental na sua contratação.
- O que mais me admirou no Lisca foi a sinceridade. Quando eu estava treinando, apareceu a oportunidade de vir um goleiro, que foi Bruno Grassi (hoje no Grêmio). Quando eu subi no gramado, Lisca me chamou e disse que estava atrás de um goleiro e não deu certo. E que tinha visto que o goleiro estava aqui. Disse que eu era rápido, experiente e perguntou se queria fazer parte do projeto. Ele não me disse que estava me olhando desde o começo, que sempre me quis. Não, não. Ele foi sincero demais. E depois dessa conversa foi que eu me dediquei ainda mais. A sinceridade dele me chamou a atenção e Lisca ganhou meu respeito.
Faz tempo que Rodolpho não atua: seu último jogo oficial foi no dia 14 de abril, quando ainda estava no Marcílio Dias, na derrota de 1 a 0 para o Hermann Aichinger pelo Campeonato Catarinense. O goleiro disse que ficou receoso que não assinasse com o clube porque desde o pedido de Lisca até a assinatura de contratou, um mês se arrastou.
- Eu vejo Júlio titular. Ele até brincava comigo e dizia que a minha novela tava mais demorada que a do Guerrero quando ia assinar com o Corinthians. Eu trabalho para estar pronto quando a oportunidade aparecer. Eu sou muito grato a direção e os funcionários. Quando eu comecei a treinar com todo mundo, vi que a oportunidade estava perto. Eu me comparo a um estagiário que tem o sonho de assinar a carteira profissional. Fiquei um pouco receoso e algumas sondagens aconteceram, mas não foi para frente. Eu estou feliz em estar aqui.
Por: Daniel Gomes/Globo Esporte
Foto: Imprensa Náutico
Sucesso Rodolfo.
BOM GOLEIRO MAIS TEM QUE FICAR NA RESERVA PORQUE O JÚLIO SE GARANTE
Rodolfo,perdemos a chamada batalha dos Aflitos que ficou marcada contra o Náutico na história do futebol brasileiro para o resto de nossas vidas, por que não tivemos time para ganhar aquele jogo, personalidade dos jogadores faltando também o principal naqueles de tumultos das expulsões dos jogadores do Grêmio.
Um treinador esperto, experiente, cobra criada e conhecedor de uma situação daquela para orientar os jogadores em duas situações.
1)Se convertemos o pênalti, ganhamos o jogo.
2)Se perdermos o pênalti, temos 4 jogadores a mais em campo que abrirá espaços para em 10 minutos, fazermos o gol que precisávamos, pois teríamos na prática 4 jogadores sem marcação.
Mais o que foi que aconteceu. Os jogadores do Náutico ficaram passeando ao redor das confusões entre o árbitro e os jogadores do Grêmio, o treinador assistindo tudo de longe ao invés de trazer o time para a lateral do campo no banco de reservas isolando-os da confusão e fazer essas orientações, deixando o árbitro resolver tudo com os caras do Grêmio.
Ali começou o fim do Náutico apesar de no ano seguinte ter subido de forma muito elegante e merecedora.
Hoje trazemos de volta o colega, sendo um jogador perdedor para um elenco que precisa de gente nova com energia positiva para trazer o clube de volta para a elite do futebol brasileiro.
Só tá faltando trazer Elicarlos de volta também entre outros que nunca ganharam nada pelo Náutico.
Mais de qualquer jeito lhe desejo sorte e bom trabalho.
Sim me esqueci. Quem era o técnico naquela época. Roberto Cavalo. Também um cavalo como treinador só poderia resultar naquilo.
Sorte e sucesso ao Rodolfo, pois esse sempre mostrou comprometimento e caráter de verdadeiro profissional apaixonado pelo clube. Seja bem-vindo de volta, Rodolfo!