Depois de dois meses e nove dias ou nove jogos, o Náutico perdeu. A maior característica do time, marcação forte, não foi tão forte assim e o então vice-lanterna Atlético de Goiás fez 2×0 nos timbus, resultado que tirou o rubro-negro goiano da zona de rebaixamento. O timbu, mesmo com o revés, não corre risco de deixar o G4 da Série B. Na próxima terça-feira (16), o adversário será o Paysandu, que tem um ponto a menos que os pernambucanos, na Arena Pernambuco.
O Atlético-GO tinha como motivações o técnico novo e a incômoda zona de rebaixamento. Por isso adiantou a marcação e forçou o erro do Náutico na saída de bola. Não foi por acaso que ainda com um minuto, Marcus Vinícius cabeceou para baixo, no canto direito. Júlio César fez grande defesa. Pedro Bambu tentou fazer o mesmo pela direita. Na primeira, não houve conclusão. Na segunda Juninho mandou de cabeça no mesmo canto direito. Desta vez o goleiro alvirrubro não conseguiu defender. Foi o terceiro gol sofrido pelo Náutico, o terceiro de cabeça.
O time pernambucano só aliviou a pressão após os 15 minutos, mas ainda assim oferecia o contra-ataque ao adversário. Como Bruno Alves tem característica mais ofensiva que William Magrão, machucado, a zaga ficou menos protegida e toda hora que a bola era perdida no ataque havia espaço para o Dragão surpreender. Felizmente para o Náutico os donos da casa não tiveram competência para tanto.
Quando assustaram foi na bola parada. Aos 39, Arthru bateu falta e Júlio César defendeu parcialmente. No rebote Juninho concluiu para o gol e o camisa 1 alvirrubro defendeu com a perna esquerda. O Náutico produziu muito pouco. Márcio fez apenas uma defesa em chute de longe de Bruno Alves.
Na volta para o segundo tempo o timbu veio de Pedro Carmona no lugar de Bruno Alves. O objetivo claro era ter mais a bola no setor de meio de campo. E o timbu chegou com perigo aos quatro e sete minutos em dois cruzamentos. Em ambos, a zaga goiana chegou antes dos atacantes por milésimos de segundo. O castigo veio aos oito. Numa jogada rápida, Pedro Bambu entrou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Na marca do pênalti Arthur finalizou para o gol e trombou com Júlio César. O árbitro chegou a apitar falta mas voltou atrás e confirmou os 2×0.
Com dois de prejuízo, o técnico Lisca mandou o time à frente. Primeiro tirou o lateral-direito Guilherme para acionar o atacante Josimar. Hiltinho ficou com o papel de fechar o lado direito. E foi de lá que saiu a melhor oportunidade para os timbus, aos 18 minutos. Pedro Carmona cruzou na área e Rogerinho praticamente recuou para o goleiro.
Depois, o lateral-esquerdo Piauí saiu para entrada de Renato. O timbu teve mais posse de bola no campo ofensivo mas abusou dos cruzamentos, que invariavelmente eram afastados pela defesa do Atlético. O time da casa, visivelmente satisfeito com a vantagem sequer deu-se ao trabalho de caprichar no contra-ataque.
O MELHOR
O goleiro Júlio César fez pelo menos três defesas no primeiro tempo que salvaram o Náutico de um placar mais dilatado. A segunda delas em dois chutes seguidos de Arthur batendo falta e Juninho no rebote. Fez o que pôde, mas lá na frente os companheiros não conseguiram criar muito.
FALTOU MAGRÃO
O volante William Magrão desestruturou o sistema de marcação do Náutico. Mas não porque jogou e sim porque estava suspenso. Nem Bruno Alves nem Pedro Carmona conseguiram compensar.
BAMBU
O meia Pedro Bambu deu uma tremenda dor de cabeça para o garoto Piauí. O camisa 7 foi responsável pelas duas assistências do jogo, além de outros lances de perigo.
Ficha do jogo:
Atlético-GO: Márcio; Eder Sciola, Marcus Vinícius (Samuel), Marllon e Sidclei; Anderson Pedra, Pedro Bambu, Anderson Leite e Washington; Juninho (Zezinho) e Arthur. Técnico: Jorginho.
Náutico: Júlio César; Guilherme (Josimar), Diego, Fabiano Eller e Piauí (Renato); João Ananias, Marino, Bruno Alves (Pedro Carmona) e Hiltinho; Rogerinho e Douglas. Técnico: Lisca.
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia-GO. Árbitro: Alinor Silva da Paixão (MT). Assistentes: Paulo César Silva Faria e Fábio Rodrigo Rubinho (ambos do MT). Gol: Juninho, aos seis do primeiro. Arthru, aos oito do segundo. Cartões amarelos: Marino, Anderson Pedra, Anderson Leite e Eder Sciola.
Por: Wladmir Paulino/Blog do Torcedor
Foto: Eduardo Neves/Reprodução
PQP, será que vai começar a rotina de desenterrar defuntos? Infelizmente nosso banco não é bom, ainda mais com certos titulares jogando pedrinha. Até quando o Lisca vai insistir em jogar com três a menos, mantendo B. Alves, Rogerinho e Hiltinho? Aí é dose pra elefante. Não merecíamos mais que isso, afinal o time não jogou nada. Arrumamos o miolo de área, já as laterais… Estão deixando cruzar com muita facilidade.
Está claro que estamos com sérios problemas para armar jogadas. Precisamos de armadores e um bom finalizador. A zaga estava compacta, porém com os desfalques de Ronaldo Alves, Gaston e Magrão perdemos toda a “pegada”, o que comprova que temos um time razoavelmente bem, mas não temos elenco, e precisamos contratar também, principalmente outro zagueiro experiente. O próximo jogo apesar do retorno de Gaston, perdemos também Marino e Douglas e o time vai jogar mais remendado ainda. Já tô achando o empate um bom negócio, mesmo jogando em casa. PS: estarei na Arena para apoiar, mesmo o time com suas limitações.
Nosso problema está nas laterais, amigo, onde temos dois verdadeiros mochilas, pois estão cruzando com muita facilidade. Nosso melhor jogador em campo foi exatamente o Diego. Jogou muito bem e com personalidade. Apenas não pode estar em todos os locais do campo ao mesmo tempo. Estive lá e vi “in loco”. Só se salvaram ele, Eller e o Ananias. O resto jogou pedrinhas.
Como comentei neste blog antes do jogo contra o Atlético-GO, o Náutico não irá a lugar algum com Bruno Alves, Rogerinho, Josimar e até mesmo Gastón Filgueira. Todos vêem isso, Lisca prefere tampar os olhos, principalmente por um deles ser seu protegido. Hiltinho ao menos serve para sofrer pênaltes.
Não apenas a invencibilidade, mas “a Ficha do Náutico caiu”.O Timbu precisa de reforços urgente. Para ontem.
Embora tendo vencido, em todos os jogos o Náutico foi dominado e passou sufoco, mesmo contra Ceará e Criciúma, onde fez 2×0. A defesa suportou essas pressões adversárias.
Continuo dizendo: não temos ataque, ou seja, não temos um homem de área, um referencial.
Não temos quem cobre faltas ou escanteios. Ou quem domine o setor de meio-campo e faça a ligação defesa-ataque: esse homem poderia ser Carmona, mas é deixado no banco enquanto Rogerinho e Bruno Alves estão fazendo nada dentro de campo.Melhor dizendo, atrapalhando.
Não entendo João Paulo e Jeferson Nem ficarem de fora.Se insistem com Bruno Alves e Rogerinho, por que não fazê-lo com esses dois pratas-da-casa?
Vem aí o Paysandu, embalado, e na cola do Náutico. Com quatro ausências fundamentais e com Bruno Alves, Rogerinho e Hiltinho no time o que será do Náutico ???
CARMONA TÁ QUEBRADO INOCENTES. NÃO SE RECUPEROU AINDA.
Todo mundo terça na arena.
bruno alves, rogerinho, renato,josimar..sao horriveis..ja eram p ter ido embora do clube!! nao entendi o felipe solto no banco, ja que willam magrao nao jogou..se nao servi mandda embora tbm!!! nao temos atacantes..a sorte ta com o nautico, mas se a diretoria achar que com esse elenco vamos subir..estao enganadoss!!! e outra coisa..carmona tem q ser titular nesse time no lugar de rogerinho!!! acorda liscaa..e na terça estarei na arenaa!!