História do Remo do Náutico

A história do remo do Clube Náutico Capibaribe está Ligada à prática do remo na cidade do Recife. O seu embrião começou a se formar nas mansas águas do rio Capibaribe. As disputas aconteciam sempre contra marinheiros de navios atracados no porto do Recife – profissionais que, pelos trabalhos que exerciam ao longo dos mares, eram preparados para a prática do remo em baleeiras e escaleres.

Portanto, o Clube Náutico Capibaribe é o Náutico do Rio Capibaribe, rio que, segundo o poeta, “se um dia ele secar o Recife vai morrer de chorar!” O Náutico nasceu inspirado na beleza desse rio que dá vida à cidade e certamente será lembrado enquanto existir. É o Náutico do Capibaribe. (Paulo Montezuma).

O crescimento da agremiação vermelha e branca atraia a alta sociedade para prática do remo. As competições eram prestigiadas por inúmeros assistentes que lotavam as margens da bacia do Capibaribe.

Durante décadas, o Clube Náutico Capibaribe promoveu regatas. A comemoração de todos os eventos importantes e data histórica eram festejadas com uma regata, tudo graças ao grande desportista Alfredo Araújo dos Santos, fervoroso adepto do Náutico e entusiasta desportista, que foi um dos grandes incentivadores do esporte do remo entre nós. Em 1902, exercia o alto posto de Gerente da Cia. de Serviços Marítimos, gozando de grande conceito no alto comércio e na sociedade pernambucana.

As esporádicas regatas realizadas eram corridas em baleeiras cedidas gentilmente pela Polícia Marítima, Alfândega, Arsenal de Marinha e pela Cia. de Serviços Marítimos. Foi quando Alfredo Araújo dos Santos, desejando incentivar o esporte do remo, prontificou-se a importar as primeiras Ioles – canoas estreitas, leves e rápidas.

Não titubeou e, valendo-se do seu prestígio junto ao comércio local, conseguiu o indispensável numerário para cobrir as despesas, realizando, assim, o seu desejo e entregando aos esportistas locais duas magníficas embarcações a que deu os nomes de “ALBA E LILI”. Com isso, as regatas tornaram-se mais animadas e atraentes, aumentando o prestígio do remo. Posteriormente uma dessas embarcações foi doada ao Sport Club do Recife, fundado em 1905, por Guilherme Aquino Fonseca, para que o mesmo participasse das competições.

A nata da sociedade Pernambucana comparecia transformando o cais em uma passarela de mulheres elegantes. As moças se embelezavam com todo o glamour da época. Os clubes armavam os seus palanques e recebiam os seus convidados com muita mordomia. Geralmente uma orquestra era contratada para tocar as mais lindas valsas do momento. As preferidas pelas senhoras e senhoritas eram as valsas da Esposa Fiel e Súplica de um anjo.

Rapidamente o remo começava a ser tornar uma atração predileta para a mocidade do Recife. As regatas sucediam-se. Os entusiasmos dos amantes dos Esportes das palamentas e sócios aumentavam. Em 10 de junho de 1905, os associados do Clube Náutico trouxeram do Rio de Janeiro quatro escaleres para as corridas e um estaleiro foi construído na sua sede náutica.

O aparecimento do esporte bretão revolucionou a cidade do Recife. Durante alguns anos as regatas foram desaparecendo e, mesmo com a fundação de outros Clubes de remo, a motivação estava direcionada para o futebol, conforme pode ser visualizado na manchete do Jornal Pequeno.

Os remadores constantemente enfrentavam-se em partidas amistosas. E, as regatas? Apenas as patrocinadas pelos próprios clubes e íntimas, como eram chamadas na época, e eram disputadas internamente pelos remadores do próprio Clube organizador do evento, conforme recorte do Jornal Pequeno.

Por Luiz Antonio Melo Soares

4 respostas a História do Remo do Náutico

  1. Paulo Roberto Melo disse:

    Os abnegados são os responsaveis pelo não fechamento da garagem de remo. Diretor e presidente dessa gestão, não estão nem aí para a modalidade onde nasceu nosso glorioso Náutico.

  2. Paulo Roberto Melo disse:

    Com esse presidente e o diretor de esportes olímpicos do clube, se não tivessem abnegados eles já tinha fechado a garagem. Infelizmente esses caras prometeram enxada fizeram.

  3. eduardo.OLIVEIRA disse:

    SALVE O REMO TIMBU!. BERÇO DO NOSSO CLUBE NAUTICO CAPIBARIBE.

  4. Bruno Marinho disse:

    Bela história.

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