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Desesperar, jamais!
Avante, Náutico!
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 04 de Maio de 2007
O empate
por 2 a 2 contra o Figueirense não pode
ser encarado como o fim da linha para o Náutico
na Copa do Brasil 2007. A chama da classificação
para as semifinais continua acesa e o Timbu depende
única e exclusivamente das próprias
forças para seguir em frente na competição
nacional.
Não estou aqui a
afirmar nada que o torcedor alvirrubro já
não tenha visto nessa competição.
Afinal de contas, como foi a forma que o Náutico
passou para as quartas-de-final da Copa do Brasil?
Ganhando do Corinthians por 2 a 0 no Pacaembu,
com um futebol competitivo e aguerrido. Bom, o
grupo de jogadores e a própria comissão
técnica já sabem muito bem como
proceder.
Não há espaço
para desespero nem pessimismo exagerado, como
alguns segmentos da imprensa esportiva estão
querendo incutir no grupo alvirrubro. Acredito
que seja necessário ao Clube Náutico
Capibaribe blindar-se contra esses abutres de
plantão. Se não quiser torcer, muito
bem, ao menos mostrem a cara. Depois, em caso
de novo sucesso do Náutico, não
venham tirar proveito dos louros da glória.
Pois bem, o futebol apresentado
pelo Náutico diante de um aplicado Figueirense
não chegou nem perto daqueles 90 minutos
brilhantes e históricos dentro de São
Paulo. De maneira geral, a maioria, senão
todos os atletas que estiveram em campo, não
tiveram o mesmo comportamento demonstrado no Pacaembu.
Parece que o efeito Caldeirão
virou contra o próprio Náutico.
Até o técnico PC Gusmão andou
dizendo que a torcida se calou após o primeiro
gol dos catarinenses. Na minha opinião,
não é bem assim. O time teve chances
de ampliar a vantagem, quando a partida estava
2 a 0, e não poderia abdicar que fazer
mais gols.
O grande problema foi levar
esses dois gols e ceder um resultado positivo.
Principalmente se analisarmos a maneira como foram
sofridos. Haja falhas coletivas e inaceitáveis,
até. Como se concebe que a bola venha de
um escanteio a favor, ninguém detém
o atleta adversário e a bola chega com
certa facilitada à área do Náutico
até a finalização? Sem dúvida,
não adiantaria a torcida gritar ou espernear,
viu PC Gusmão!
Porém, o mais incrível de tudo é
o fator Marcel. Como esse meio-campista fez falta
naquela partida, hein?! Pelo menos teremos esse
reforço de peso para a decisão lá
em Florianópolis. Quanto a Cristian...
Feliz Natal e próspero 2008! Não
tenho mais nada a declarar!
Estrela da equipe, o atacante
Felipe não reeditou suas boas atuações,
mas está no crédito. Afinal de contas,
seria estúpido ignorar que os dois gols
do Náutico passaram por sua cabeça
(o primeiro, de Beto) e pelos seus pés
(o segundo, de Deleu). Ao menos uns dois gols
feitos ele deixou de marcar. Vamos esperar que
ele esteja inspirado na próxima quarta-feira
(9) e faça aquilo que mais sabe: gols.
No mais, ficou a impressão
de que o time tem sim várias limitações.
Mas é preciso haver discernimento para
o torcedor timbu. A Copa do Brasil tem a sua peculiaridade
e não pode ser comparada ao Campeonato
Brasileiro da Série A. Muito cuidado com
as comparações entre competição
de mata-mata e de regularidade!
Avante, Náutico!
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