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Triunfo
& confraternização
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 04 de Dezembro de 2007
O Náutico
encerrou a temporada de 2007 em grande estilo.
A vitória em cima do Flamengo, equipe classificada
à Taça Libertadores 2008, credencia
a evolução que o grupo comandado
por Roberto Fernandes apresentou ao longo do Brasileirão.
A 15ª colocação não
é lá grande coisa, mas, a essa altura,
qual torcedor corintiano não queria ver
o seu rebaixado time nesta posição
do Clube Náutico Capibaribe?
O Caldeirão Alvirrubro,
lotado, colorido e empolgado, mais uma vez, contribuiu
para que os jogadores alvirrubros fritassem o
adversário (diga-se de passagem, carne
de urubu, que é de péssima qualidade,
demora mesmo a cozinhar!). Se a partida tinha
caráter de cumprimento de tabela, o horário
também não ajudava.
Tostar no concreto debaixo
de um sol escaldante para assistir ao time do
coração, às 15h, não
é para qualquer um não! E olhe que
no próximo ano teremos partidas realizadas
às 11h, em cada uma das 38 rodadas do campeonato
brasileiro. Quando chegar o horário brasileiro
de verão, então esses jogos vão
começar às 10h.
Mesmo assim, o torcedor
do Náutico, fiel e apaixonado, nunca deixou
de estar presente. Seja nos momentos mais difíceis
durante o campeonato, quando chegou a ser lanterna,
seja nas horas de confraternização,
como ocorreu no domingo (2). Festa, celebração
e vitória. Não faltaram provocações
ao rival, com faixas de homenagem do "único
hexapernambucano ao primeiro pentacampeão
brasileiro", e depois com gritos como: "Na
Paraíba não time para torcer..."
Em relação
à artilharia da competição,
toda a expectativa das arquibancadas se voltavam
ao meia-atacante Acosta. Vice-artilheiro do Brasileirão,
com 19 gols, em 30 partidas disputadas, Beto Acosta
não atingiu o objetivo pessoal. Quem brilhou
foi o aloprado lateral Sidny, que após
receber preciso passe de Ferreira abriu, e decretou,
o placar do confronto.
Mas, quem se importa se
o gol não fora de Acosta? Valeu pela dedicação
de todos os que estiveram em campo em busca de
uma retribuição à altura
para a torcida: a vitória em cima de mais
um time carioca - neste aspecto, o Timba não
deu mole como mandante (2 a 2 contra o Vasco;
0 a 0 diante do Fluminense e 4 a 1 no Botafogo).
Por sinal, Acosta recebeu
na manhã desta segunda-feira (3) a Bola
de Prata da Revista Placar, premiação
referente ao título de melhor atacante
do Brasileirão 2007, de acordo com jornalistas
que credenciam cada atleta, por meio de notas
por atuação. (À noite concorre
às premiações da CBF, nas
categorias craque e melhor atacante).
No mais, espera-se que
a nova gestão do Clube Náutico Capibaribe
tome como exemplo os erros e equívocos
cometidos por seus antecessores, nesta temporada,
e coloque o time na mira de vôos mais contundentes,
em 2008 nas três competições
oficiais: Pernambucano da Série A1, Copa
do Brasil e Brasileirão.
Avante, Náutico!
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