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Atitude deve ser a palavra
de ordem no Náutico
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 05 de Junho de 2007
O Náutico
não entrou em campo contra o Internacional.
Pelo menos durante os primeiros 45 minutos de
jogo, quando o goleiro Clémer fez apenas
- e somente - uma mísera defesa. A postura
que o time alvirrubro teve diante de um quase
desesperado Colorado não foi digna de quem
pretendia somar os primeiros três pontos
fora do Caldeirão dos Aflitos.
Até o Inter "achar"
o gol de abertura, fruto de uma bobeira sem tamanho
(ou do tamanho do zagueiro Cris?!), que conseguiu
perder uma bola ganha para o atacante Iarley,
o jogo estava equilibrado. Mesmo assim, a solitária
defesa de Clémer, ainda não havia
acontecido na partida.
O pior foi que, quando
se achava que o Náutico iria reagir, aí
o meia Alex fez uma jogada individual e, livre
de marcação, arriscou um chute de
fora da área e definiu o placar de 2 a
0. Essa ação descompensada do Inter,
mas com a objetividade de tentar chutar em gol,
deixou claro que é preciso chutar na barra
adversária para se ganhar. É óbvio,
mas os jogadores assim não o fizeram!
Como se não bastasse,
o árbitro catarinense Paulo Henrique Bezerra
(registre mais esse nome na lista de procurados
por assalto ao Náutico, torcedor alvirrubro!)
deu uma "mãozinha" ao time da
casa por expulsar o zagueiro Alysson. A alegação
foi de que o defensor meteu a mão na bola.
Quem o instigou a essa ação foi
a assistentezinha, que não me lembro o
nome, e que ela não merece nem menção.
Mas a grande passada de
mão do apitador catarinense no Náutico
ficou caracterizada quando o meia Marcel fora
derrubado pelo goleiro Clémer, aos 34 minutos
da etapa final. Ele teve a empáfia de aplicar
cartão amarelo ao atleta que sofreu a falta.
Quero deixar claro que regulamento não
é para ser interpretado, e sim cumprido!
Isso sem falar no primeiro
pênalti a favor do Timbu, que ocorreu ainda
no começo do segundo tempo, sobre o meia
Marquinhos, que fora puxado pela camisa por defensores
gaúchos na área adversária.
Não quero começar a dar desculpas
esfarrapadas para a derrota do Náutico.
Até porque a equipe
foi aquém da linha da mediocridade e nada
justifica o fato de que o senhor PC Gusmão
insista com a permanência de Baiano na lateral
direita, por exemplo. Baiano por baiano, Sidny
é natural de Xique-Xique, cidade do interior
da Bahia. Outro fator gritante é o atual
momento do ataque alvirrubro. Quero saber quando
irá acabar a greve de gols.
Pela ordem de cobrança:
Felipe, Saci, Beto (esse nem se fala!) e Kuki
estão devendo, e muito, ao time. Não
me venha alguém ponderar sobre isso ou
aquilo. O Brasileirão 2007 está
em pleno curso e nada vai alterar os resultados
que aconteceram, ao longo dessas quatro primeiras
rodadas.
Ou o treinador repensa
essa postura equivocada do Náutico, ou
então vamos iniciar um amargo retorno à
Série B, em 2008. Sei que ainda é
cedo para especular qualquer palpite, mas a classificação
é fria como os resultados. Mesmo não
havendo motivos para desesperos ou atitudes impensadas
por parte da diretoria de futebol, que agora conta
com o "sigilo" de apenas quatro indivíduos
(falo disso com mais precisão em outra
ocasião), o momento pede iniciativa.
De imediato, o que deve
ser feito é se buscar a reabilitação
em cima do Paraná Clube, sábado,
no Caldeirão Alvirrubro. Vice-líder
da competição, com nove pontos conquistados
e três vitórias, o adversário
será um calo duro no caminho do Timbu.
Até porque o time paranaense vem de derrota
para o São Paulo (e para o árbitro),
no Durival de Brito.
Por isso, olho aberto!
Pois essa 15ª colocação é
o sinal de alerta para o Náutico. Após
quatro partidas, o Timbu ocupa a sua pior posição
na Série A. Dessa vez, a ordem foi invertida
e o Náutico decresceu na perspectiva: largou
na 13ª posição, subiu para
a 12ª, e depois para a 11ª. Ou muda
ou vai parar na famigerada zona de rebaixamento.
Moral da história:
Só a vitória interessa ao Náutico
diante do Paraná! Essa responsabilidade
é de todos e a torcida alvirrubra precisa
estar ao lado do time, em busca de mais três
importantes pontos e, é claro, de mais
uma vitória no Campeonato Brasileiro da
Primeira Divisão.
Avante, Náutico!!!!!!
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