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Que venha o Corinthians!
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 06 de Abril de 2007
A esmagadora
vitória do Náutico em cima do Paysandu
serve como alento para a torcida alvirrubra. Depois
do fiasco no Estadual, onde o Timbu briga apenas
para ficar com a segunda colocação,
e assim garantir vaga na Copa do Brasil do próximo
ano, o time comandado por PC Gusmão precisava
dar uma resposta imediata, dentro das quatro linhas.
O sonoro placar de 5 a
0 devolvido com juros e correção
futebolística ao Papão da Curuzu,
classificou o Náutico para as oitavas-de-final
da Copa do Brasil. Um adeus ao time paraense,
que sentiu muita falta da lama e da areia, elementos
comuns no seu terreiro, que eles consideram como
um gramado para a prática de futebol profissional.
Com o convincente resultado,
o Alvirrubro está entre os 16 melhores
clubes do País e agora vai encarar o Timão.
Por sinal, esse time paulista está mais
para timinho do que a sua alcunha mais conhecida
(que na verdade se refere ao instrumento condutor
de embarcação, e não à
designação de uma grande equipe).
De acordo com o regulamento
desta competição nacional, a partir
desta fase (oitavas-de-final), a ordem do mando
de campo é definida por meio de sorteio,
realizado na sede da CBF. Esta definição
será conhecida na tarde desta segunda-feira
(9), no Rio de Janeiro. Torço, com muita
fé, para que o primeiro seja no Recife.
Por falar em placar elástico,
não poderia ser melhor a inauguração
do simpático eletrônico do Eládio
de Barros Carvalho. No dia anterior (terça-feira,
3), a diretoria do clube apresentou aos torcedores,
sócios e convidados o novo centro administrativo.
É fundamental que todos caminhem juntos,
pois está mais do que comprovado a seguinte
tese: um Náutico forte é um Náutico
coeso.
Em relação
ao jogo, gostei do comportamento objetivo do time.
Mas é preciso ao Náutico uma regularidade.
Ouvi de muitos torcedores, lá no estádio,
de que a equipe está muito caseira. Tipo
aquela coisa: "Quando o jogo é nos
Aflitos, aí o Náutico atropela.
Mas quando é fora...". O único
que pode desdizer isso é próprio
time do Náutico, na prática.
Então, seria necessário
que o treinador aprimorasse mais a equipe buscando
essa característica. A segurança
dos atletas e dos torcedores estará atrelada
a um futebol competitivo e regular do Náutico.
O espírito competitivo é determinante
para um time, em quaisquer competições
que se esteja em disputa. Não importa quais
as condições financeiras.
Chegou a hora de o time mostrar que está
disposto a reverter o negativismo e começar
a engrenar rumo às quartas-de-final da
Copa do Brasil. Se pensarmos de maneira pragmática,
o Náutico está a quatro jogos de
uma final inédita na sua história.
Lembre-se: o que hoje é considerado um
sonho, amanhã pode ser uma realidade bastante
prazerosa!
Porém, antes, será
preciso o Náutico ratificar a condição
de vice-campeão pernambucano com uma vitória
em cima do Central, neste domingo de Páscoa
(8), nos Aflitos. Bom, se depender do retrospecto
de partidas em casa, então já será
um bom sinal! A responsabilidade tem que ser a
mesma com a qual se jogou diante do Paysandu,
apesar das competições serem completamente
diferentes, o futebol deve ser igual.
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