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Começar de novo
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 06 de Maio de 2008
E o Brasileirão
2008 começa neste sábado para o
Náutico. Depois de ficar na segunda colocação
no Campeonato Pernambucano (cheio de trapalhadas
e um regulamento quase-que-perfeito),
e de ser eliminado pelo patético mineiro
(Atlético Mineiro) nas oitavas-de-final
da Copa do Brasil, o Timba terá que unir
as forças para superar a 15ª posição
conquistada a ferro e fogo, na edição
anterior. Se no ano passado a manutenção
na divisão de elite do futebol nacional
foi interessante, nesta temporada a equipe comandada
por Roberto Fernandes deixou a desejar. Pelo menos
até aqui.
Além de superar
a 15ª posição, o Náutico
deve pensar em buscar uma vaga na Sul-americana.
Sei que é difícil, mas, afinal de
contas, o que se conquista com facilidade, tanto
na vida quanto no futebol, não tem lá
muito sabor, valorização e reconhecimento.
Então, não adianta querer antecipar
desculpas, pois já ouvi muitas nestes primeiros
quatro meses de 2008, seja de dirigentes, membros
da comissão técnica e do próprio
treinador alvirrubro. Está na hora de reagir!
O fato de se conseguir
um aumento na cota de transmissão para
trabalhar o restante da temporada (de R$ 3,2 milhões
para R$ 5,5 milhões) ainda não dá
o respaldo suficiente para manter um nível
equivalente de competição com grande
parte das equipes que compõem a elite da
elite do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão.
Mas a não manutenção de um
time para a disputa do principal, e do mais difícil
campeonato da temporada, pode não apresentar,
mais uma vez, o resultado desejado para a campanha
em 2008.
Não sei até
que ponto a diretoria de futebol estará
certa nas suas ações, mas apostar
em jogadores que não têm muita experiência
em disputar o Brasileirão é, no
mínimo, ter muita coragem e ousadia! Prefiro
estar enganado, mas a ausência de planejamento
não pode ser a máxima num clube
de futebol profissional, em pleno século
XXI.
Jogar sempre a carga maior
nas costas do torcedor, fazendo apelos emocionais,
fazendo-os pagar ingressos caros e não
tendo em troca o mínimo de conforto (em
especial quando as partidas são às
15h, ou 16h) não pode mais ser aceito de
forma passiva. Se o torcedor não tem aderido
a campanhas é porque algo está errado.
E está. Qual é o atrativo que se
tem em ser sócio, além de pagar
meia-entrada nos jogos do Náutico durante
a Série A? Onde anda e o que está
elaborando o departamento de marketing do clube?
Todo e qualquer alvirrubro
ama o Náutico, mas quem está administrando
o clube tem por dever mover os acontecimentos
em prol do crescimento do clube. Sábado
diante do Goiás, a torcida dará
o respaldo para o time jogar. O Caldeirão
Alvirrubro será o palco ideal para celebrarmos
a primeira vitória em casa, já na
estréia. Mas a competição
é de pontos corridos e será fundamental
também somar pontos fora do Eládio
de Barros Carvalho. É rumo à Sul-americana!
Avante, Náutico!
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