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Há males que
vêm para o bem
Por: Gustavo Táriba - Foto:
NauticoNET
Recife, 09 de Maio de 2007
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A partida
da última quarta-feira no estádio
dos Aflitos não foi exatamente um jogo
que entre nos anais do Náutico como algo
a ser lembrado com certa nostalgia. As chances
do time alvirrubro entrar na semi-final da copa
do Brasil parecem ter sido reduzidas a uma possibilidade
que vai depender se o time repetir o feito igual
aconteceu no Pacaembu contra o Corinthians, quando
o ânimo vermelho e branco reconquistou a
confiança e derrotou, além da equipe
da casa, a maldição de perder longe
dos gramados da Rosa e Silva.
Mesmo empatando com o Figueirense, o resultado
obtido pela equipe comandada por PC Gusmão
deixou um pouco a desejar segundo os milhares
de torcedores presentes. Logo quando nós,
alvirrubros fervorosos, achávamos que a
classificação para a próxima
fase estava a apenas alguns minutos de distância,
equipe catarinense resolve mudar as vias de fato
e colocar para escanteio a certeza do nosso próximo
embate no Mineirão contra o Atlético-MG.
Durante o jogo o náutico foi acometido
por um súbito de auto-estima que, depois
que ganhou de uma equipe renomada, desaprendeu
a marcar, passar a bola e dar chutes a gol. No
segundo tempo, a situação foi revertida
só até o primeiro gol do time adversário.
A obrigação da vitória foi
tão grande que os jogadores da casa parecem
ter sucumbido à pressão, fizeram
de seus últimos chutes uma "morte-súbita";
elevar o número de gols era, naquele momento,
mais importante que a defesa da grande área.
Quando o Figueirense se igualou no placar, já
não tínhamos nem mais fôlego
para reclamar da zaga. Sem alegria, sem emoção.
Foi apenas mais um jogo.
Sendo um pouco otimista, posso dizer seguramente
que o dia não foi totalmente em vão.
Houve algo de especial na equipe de árbitros
escalada para a ocasião. Ou melhor, houve
alguém especial na equipe de árbitros
daquela noite. Foi a primeira vez que vi uma representante
do sexo oposto atuando dentro do universo machista
que é o futebol. Seu nome é Ana
Paula Oliveira. Ela é a bandeirinha da
Fifa que fez estremecer ainda mais o caldeirão.
Antes do apito inicial, Ela dava voltas pelo estádio
para conferir as condições do campo
e de quebra soltava um beijo meio tímido
para a alcatéia masculina espectadora.
A gente adorava! Apesar de algumas marcações
de impedimento (injustas, na minha opinião),
que lhe conferiram algumas palavras nada decorosas,
Ana Paula, que já tirou fotos sensuais
para a revista VIP, nos fez esquecer por alguns
instantes do resultado da partida. Há males
que vêm para o bem.
Quanto ao Náutico, deixo um pouco minha
ansiedade de torcedor de lado, apostando sempre
no melhor resultado. Acredito que a competência
do time ainda levará a alegria alvirrubra
além da semi-final. Mesmo sem a atuação
de Kuki, contaremos com o futebol de Marcel, a
agilidade de Acosta e os gols de Felipe para fazer
a diferença nessa fase decisiva. Vamos
crescer Náutico! E é melhor "crescer"
mesmo porque dessa vez Ana Paula não vai
estar lá para dar aquela forcinha.
Gustavo Táriba
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