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Nada mudou na arbitragem
nacional...
Ao menos em relação ao Náutico
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 15 de Maio de 2007
A estréia
do Náutico no Brasileirão 2007 poderia
ter sido melhor. A derrota por 2 a 1 para o Atlético
Mineiro, de virada, no Mineirão, frustrou
a expectativa que nutri em relação
ao potencial que a equipe alvirrubra apresentou.
Não quero colocar a razão do resultado
apenas nas costas do apitador goiano, que aliás
também poderia ter tido uma estréia
decente, mas as falhas apresentadas pelos jogadores
custaram a não pontuação
do Timbu na largada do Campeonato Brasileiro.
Com um melhor volume de
jogo do que os atleticanos, os alvirrubros poderiam
ter definido a situação ainda no
primeiro tempo. A bola no travessão numa
finalização de Acosta, dois minutos
antes de ele mesmo abrir o placar, já poderia
ter sido o segundo gol da partida. Após
o empate do Atlético - em mais uma falha
coletiva do sistema defensivo -, mais outra jogada
envolvendo o meia uruguaio que, para mim, fora
o nome do jogo.
Minutos adiante, Acosta
fora puxado por um defensor mineiro, na área,
"mas não houve" como o soprador
de apito marcar a penalidade. À medida
que a partida se desenrola, o Náutico crescia
com um futebol competitivo, e o Atlético
se encolhia na sua pífia limitação,
em especial no que diz respeito à criação
da equipe atleticana.
Nem mesmo a expulsão
compensatória de Cris, aos 26 minutos da
etapa final, arrefeceu os ânimos do Náutico.
A cada cartão para o time da casa, tinha
que ter outro correspondente para os visitantes.
Esse foi o critério dele. O meia Danilinho
só não o agrediu fisicamente, uma
vez que verbalmente, o jogador do Galo o mandou
tomar no c..., meteu o dedo em riste na sua cara,
e reclamou durante todos o tempo que esteve em
campo (ainda bem que ele não jogou como
reclamou!).
Voltando ao futebol, propriamente,
num contragolpe puxado por Acosta, o estreante
Marcelinho tinha tudo para começar fazendo
o gol de uma vitória fora dos Aflitos,
mas ele não teve a competência necessária
na conclusão. Ficou devendo essa para o
jogo com o São Paulo, hein, Marcelinho?!
Porém, como "SE"
não entra em campo, o que aconteceu foi
que o apitador resolveu arrombar a festa. Para
quem já vinha invertendo faltas, não
dava cartões aos anfitriões (que
haviam reclamado de terem sido prejudicados na
Copa do Brasil, pasmem! Aliás, isso já
é algo em comum com o Náutico!),
e por fim, acresceu nada menos que SETE minutos.
Isso mesmo, sete minutos! Ele conseguiu atingir
o objetivo que queria e viu o time mineiro ganhar,
de qualquer jeito.
Volto a dizer. Sem querer
tirar os "méritos da arbitragem",
que se mostrou totalmente tendenciosa, o time
alvirrubro não se credenciou a cortar o
barato do moleque que estava com um apito na boca.
Os comparsas dele (aasistentes) também
ajudaram a prejudicar o Náutico, criando
impedimentos inexistentes, assim como o trio paranaense
o fez, ainda na quarta-feira (9), em Florianópolis,
pela Copa do Brasil.
Como dizem por aí,
não adianta "chorar o leite derramado".
Só que dessa vez, TODA A IMPRENSA DO CENTRO-SUL
- a daqui não se interessa tanto em defender
os interesses do Náutico - admitiu que
houve uma "compensação por
chorar o pênalti não marcado contra
o Botafogo" para o Galo.
Se o Clube Náutico
Capibaribe tiver diretoria de futebol, a hora
de agir é agora! Não se pode nem
se deve adiar esse protesto para depois. Quem
duvidar é porque não conhece do
que é capaz a corja que dirige o futebol
brasileiro. Se fecharmos os olhos para essa realidade,
essa atitude será apenas a primeira a acontecer
nas 37 rodadas que teremos no Brasileirão.
Acho que cabem duas perguntas
importantes nesse momento crítico: Onde
anda o presidente da Federação Pernambucana
de Futebol (FPF)? Ele vai representar junto a
um filiado que fora NITIDAMENTE prejudicado pela
arbitragem? Goataria de saber a opinião
de alguém de FPF, pois na hora de ganhar
o seu percentual na renda bruta do Náutico,
aí aparece um para ir buscar o dinheiro!
Vamos trabalhar por Pernambuco!
DESAFIO - Caro (a) leitor
(a), aqui vai um desafio: Se você lembra
de alguma partida oficial do futebol brasileiro
que tenha havido um acréscimo de sete minutos,
apenas no segundo tempo, então escreva,
com urgência para esta coluna, via endereço
eletrônico do nosso site. Sua colaboração
é importante para tirramos dúvida
sobre a dignidade da arbitragem brasileira.
Em toda partida de futebol
aqui no Brasil, e mundo afora, vejo jogadores
serem substituídos, saírem de maca
do campo de jogo, praticar o chamado anti-jogo
por uns, outros preferem dizer que é catimba
de experiente e coisas piores. A regra do futebol
é a mesma em todo o planeta Terra. Mas
parece que somente lá em Minas é
que a arbitragem "é melhor do que
as outras."
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