|
Os jogos da volta...
Por cima!
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 15 de Agosto de 2007
Chegamos
à metade do Brasileirão 2007, e
o balanço que faço do que foi o
Náutico nestes primeiros 19 jogos é
de um time promissor, em relação
a seqüência do campeonato. Apesar da
fraca campanha de 20 pontos, cinco vitórias
e saldo negativo de seis gols, o Timbu demonstrou
que tem condições de brigar para,
no mínimo, permanecer na Série A
em 2008.
Porém, o arrefecimento
da equipe na partida contra o Flamengo me deixou
bastante preocupado. O Náutico até
que começou bem o jogo e não apenas
intimidou o adversário com o primeiro gol,
mas criou oportunidades que não poderiam
ser desperdiçadas ao longo do primeiro
tempo. Mas a oscilação ocorreu na
etapa final e os jogadores têm consciência
de que ficaram a desejar nesse confronto no Maracanã.
Se fizermos um retrospecto
das últimas seis rodadas fora dos Aflitos,
o Náutico computou dois empates e três
vitórias, sob o comando do técnico
Roberto Fernandes. Essa foi a única derrota
fora que o Timba amargou desde a chegada do atual
treinador.
O problema foi o jejum
de vitórias dentro do Caldeirão
Alvirrubro. No entanto, esse estigma fora quebrado
na última quarta-feira (8), diante da carne
de pescoço conhecida por Figueirense. O
volume de jogo e as chances criadas foram o termômetro
do Náutico, que fez a torcida efervescer,
ao ritmo imposto por toda a equipe dentro das
quatro linhas.
O período de uma
semana entre os jogos de ida e o reinício
será de grande valia para o treinador alvirrubro
avaliar com perspicácia e precisão
os defeitos ainda existentes no time, e quais
as melhores opções para começar
a volta por cima, literalmente. O adversário
do "começar de novo" será
o Atlético Mineiro, domingo (19), às
16h, nos Aflitos.
Nesse contexto, o que mais
me preocupa é o fato de que, novamente,
lá vem o Galo reclamando que foi prejudicado
pela arbitragem coisa e tal. E agora vem de derrota
em casa para um oscilante Palmeiras.
Da mesma maneira como antecedeu a estréia
no Brasileirão entre as equipes, no Mineirão.
Naquela ocasião, o time mineiro fora prejudicado
por Carlos Eugênio Simon, nas semifinais
da Copa do Brasil, e a bomba sobrou para o Náutico
- só pra variar!
Se alguém não
se lembra, esteve em campo um apitador goiano
que achou sete minutos de acréscimo, e
inovou na história do futebol nacional,
tempo suficiente para que o Atlético persistisse
até fazer o segundo gol e vencer o jogo
(fazer o quê, né?! Contra time nordestino
é isso mesmo...).
Diante da amarga experiência,
cabe à diretoria timbu tomar alguma atitude,
e rápido! Não vamos esperar pelo
pior e depois ficar dando desculpas esfarrapadas
para a torcida e à imprensa local sobre
algo que já é previsível.
O técnico atleticano Emerson Leão
já rasgou o verbo e atribuiu a derrota
do Atlético ao juiz. Cuidado! O recado
ta passado!
Quero lembrar que as arbitragens
nacionais têm sido umas lástimas,
a cada rodada, e muito pouca gente na crônica
esportiva brasileira tem tido a dignidade, a visão
profissional mesmo, para avaliar e apontar que
esses erros ou são por incompetência
ou por esquema de arbitragem!
Cadê a tal mudança
do comando do quadro nacional de arbitragem, hein?!
Só muda a fachada e os fantoches, pois
o esquema pró-eixo Rio-São Paulo
continua o mesmo. Eita Brasil escroto! Como se
não bastasse esse esquema de jogos a menos
a favor de Flamengo, Corinthians, Fluminense,
Botafogo, Vasco... Coincidência tem limite!
Não justifica esses
triozinhos encomendados ficarem garfando o Náutico
aqui nos Aflitos, como aliás muitas das
arbitragens o fizeram na maior parte dos jogos
no Eládio de Barros Carvalho. Não
é tentativa frustrada de justificar resultados
negativos nem a atual situação de
tabela.
Para quem não sabe,
quase todos os técnicos, inclusive de equipes
que estão na briga pelo título e
área de classificação à
Libertadores estão botando a boca no trombone
contra o escândalo que essas arbitragens
o são! Joga após jogo! Cadê
os promotores do Supremo Tribunal de Justiça
Desportiva (STJD) para punir isso!
Apesar dos pesares, o Náutico
detém uma equipe capaz de, mais uma vez,
reverter toda essa situação complicada
na qual se encontra.
Não custa nada dar mais um crédito
a todos que fazem o Clube Náutico Capibaribe.
Avante, Náutico!
|