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Decepção
e equívocos
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 17 de Março
de 2008
No futebol
existem derrotas e derrotas. Pois bem, o Náutico
conseguiu a proeza de perder, em casa, para um
time de futebol (?) patético, limitado
e com cara de quem precisa melhorar, e muito,
para se dizer que aquilo é um time de futebol,
na acepção da palavra.
Mas, como se argumenta
no mundinho da bola de que o resultado fala
mais alto (futebol é resultado),
então sobrou para a comissão técnica
e jogadores alvirrubros responderem, e tentar
convencer ao máximo de pessoas quais as
razões de o Náutico não ter
conseguido reverter o placar, aberto ainda aos
12 minutos de partida do Clássico dos Clássicos.
O técnico Roberto
Fernandes errou na escalação da
equipe e na estratégia para provar aquilo
que tinha argumentado o seu capitão Geraldo,
desde o final do primeiro turno: de que
havia perdido esta etapa da competição
porque não houve confronto direto contra
o Sport.
Mas, e agora? Mudar o argumento
será necessário, pois este já
não tem a mesma força (e nem validade).
Houve o confronto, veio o revés e com ele
o desgaste agravado por causa da segunda derrota
seguida no hexagonal. Isso deixou o sonho de conquistar
este Pernambucano distante, apesar de matematicamente
ainda ser possível.
Se antes afirmei o que
disse sobre o adversário, o que dizer do
Náutico então, hein? Um time que
pressionou bastante na etapa final, mesmo sem
poder de criação nenhum no meio-de-campo,
mas que não soube concluir as oportunidades
e, mais uma vez, proporcionou ao rival comemorar
a conquista de três pontos com sabor de
título antecipado... Lamentável
para uma diretoria que pretendia não repetir
os erros cometidos no Pernambucano do ano passado.
Honrar os compromissos
faz parte da programação e do profissionalismo,
tão apregoado pelas bandas dos Aflitos
pelo técnico Roberto Fernandes. Resta saber
se daqui para frente, a diretoria vai se preocupar
mais com isso do que explorar o torcedor, ao cobrar
preço de ingresso inflacionado, e a comissão
técnica se concentrarem em um adversário
de cada vez!
É torcer e esperar
que a lição seja (muito bem) assimilada
a tempo de não se repetir os erros anacrônicos,
em se tratando de Náutico, durante o Campeonato
Brasileiro da Primeira Divisão 2008. O
ajuste no elenco deve acontecer naturalmente e
nada melhor do que recuperar o terreno perdido
com uma vitória em nível nacional.
O que seria a segunda seguida, na atual temporada.
A estréia do Náutico
na segunda fase da Copa do Brasil 2008, contra
o Juventus/SP, em campo neutro, será uma
ótima chance de reverter esta frustração
para a torcida timbu. A classificação
às oitavas-de-final com apenas um jogo
realizado seria de um peso psicológico
muito importante para a auto-estima do torcedor,
que sempre é exigido e deve retribuir aos
amadores de plantão da mesma forma.
Avante, Náutico!
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