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Reflexão e reação
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 17 de Abril de 2008
O que
dizer de uma equipe que não teve a mínima
calma e competência para fazer um gol e
traduzir, dentro das quatro linhas, a indignação
diante do anti-jogo praticado pelo adversário?
Fica difícil, aliás, dificílimo
defender o que vem acontecendo com o Náutico,
desde os 36 minutos restantes da partida contra
o Salgueiro. As sucessivas chances desperdiçadas
de tentar buscar decidir o título em duas
finais contra o Sport parecem ter desequilibrado
emocionalmente membros da comissão técnica
e jogadores alvirrubros.
Não se pode, e nem
se deve, ficar atirando aleatoriamente em alvos
imaginários na vã tentativa de acertar
em uma desculpa evasiva para um fracasso contundente
que fora a campanha do Timbu, que descambou na
desclassificação precoce da equipe,
no Albertão 2008 (leia-se:
Campeonato Pernambucano). Mas isso não
é motivo para desespero e faz parte do
que já era. A solução é
reorganizar o planejamento e retomar as rédeas
para esta temporada.
Até porque, mais
uma vez, reitero: Estadual tem todo ano! Porém,
HEXAS, continuam a ser exclusividade do Clube
Náutico Capibaribe, há 40 anos!
(1968 o próprio; 1974 que
seria de um, e 2001 que seria de outro).
E os rivais sabem muito bem disso!
Pensar grande e com perspectiva
de campanhas melhores é a meta de agora
em diante. A começar pelas decisões
contra o Atlético Mineiro, pelas oitavas-de-final
da Copa do Brasil 2008, a partir da semana que
vem. O técnico Roberto Fernandes tem que
deixar a linha de argumentação e
partir para uma ação reparadora
na sua equipe, com urgência! Não
entendo esta fase de transição como
algo salutar para a saúde psicológica
do grupo de jogadores.
Atletas com contrato a
encerrar, outros a ponto de serem dispensados,
alguns ainda de cabeça inchada com a eliminação
do Pernambucano... Este clima não é
o ideal para encarar um adversário difícil
numa competição nacional. Toda a
atenção deve ser voltada para este
confronto. Além dos obstáculos naturais
(dentro de campo, time contra time), os dirigentes
do futebol do Náutico deveriam estar de
olhos abertos para o extra-campo. Parece que nunca
aprendem a lidar com este detalhe que é
divisor de águas no ainda emporcalhado
futebol brasileiro.
Nem o fator da cota de
transmissão dos jogos do Náutico
no Brasileirão 2008 obter um pequeno reajuste
(R$ 5,5 milhões) deve ser encarado como
a conquista do ano, e gerar um arrefecimento
na diretoria. Pelo contrário. Que sirva
de estímulo e funcione como mola propulsora
para encaminhamentos inteligentes, de visão
administrativa.
É hora de esfriar
a cabeça e tomar decisões que poderão
interferir de maneira positiva para o futuro do
time, nos próximos sete meses. Os erros
cometidos mais uma vez não
podem voltar a acontecer. O momento pede experiência,
serenidade, trabalho e dedicação
de todos para uma resposta sólida, objetiva,
e de resultado.
Não adianta jogar
para a platéia. O Náutico precisa
dar a resposta dentro de campo! Cadê a evolução
da equipe? A partida que o time fez diante do
Juventus, no início deste mês, simplesmente
não se repetiu! Já se constatou
que o grupo tem a qualidade necessária
para encarar o Galo, e de ficar com uma vaga nas
quartas-de-final da Copa do Brasil. Mas parece
que a confiança do torcedor anda abalada,
sem muita convicção. Mas é
apenas o time quem pode dar esta resposta e, com
isso, resgatar a confiança perdida, por
parte do torcedor.
Entrar no jogo psicológico
do adversário foi o pior erro que o Náutico
cometeu até aqui. Até porque, por
mais anti-jogo que o Carcará tivesse praticado,
não há desculpas que preencham o
vazio provocado por um placar em branco, numa
partida que teria que ser vencida a todo custo,
principalmente para apaziguar o ego do torcedor
alvirrubro.
Avante, Náutico!
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