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Agora é Copa
do Brasil: Náutico x Corinthians
Por: Frederico Lira - Foto: NauticoNET
Recife, 18 de Abril de 2007
Nesta
quarta-feira, 18 de abril, o Estádio Eládio
de Barros Carvalho recebe o jogo de ida do confronto
das oitavas-de-final da Copa do Brasil. Náutico
e Corinthians voltam a se enfrentar nos Aflitos
após 18 anos, em um confronto muito aguardado
pelos alvirrubros.
Ao longo da história,
as duas equipes se enfrentaram 16 vezes. Os paulistas
levam vantagem: são 10 vitórias,
3 empates e 3 derrotas a última
delas exatamente no último duelo realizado
no Recife, pelo Brasileiro de 1989, em que o Timbu
venceu por 1x0, gol de Nivaldo. A última
vez que se enfrentaram foi na extinta Copa dos
Campeões, em 07 de julho de 2002. A partida,
disputada no Estádio Mangueirão,
em Belém do Pará, terminou empatada
em 1x1, tendo Thiago Tubarão assinalado
pelo Náutico e Kleber pelo Corinthians.
Dissecando o adversário:
O Timão não atravessa um bom momento.
No campeonato Paulista, ficou apenas na nona posição,
entre vinte equipes, tendo conquistado 29 pontos
em 19 partidas, o que totaliza um aproveitamento
de 51% dos pontos disputados. A má campanha
valeu a demissão do técnico Emerson
Leão, muito contestado por dirigentes e
torcedores pela formação do elenco.
Na Copa do Brasil, porém,
o Corinthians ainda não sabe o que é
derrota. Empatou com o Pirambu por 1x1, em Sergipe,
e venceu por 3x0 no Pacaembu pela primeira
fase. Na segunda, derrotou o Treze, em Campina
Grande, pelo placar de 2x0, anulando, assim, o
jogo da volta.
Enquanto Paulo César
Carpegiani não assume oficialmente, o time
será comandado pelo interino José
Augusto, que deve escalar a equipe num 4-3-1-2,
com a seguinte escalação: Jean;
Eduardo, Marinho, Betão e Everton; Marcelo
Mattos, Bruno Octávio, Magrão e
Willian; Jean Carlos e Arce.
A falta de ousadia é
justificada pelas deficiências no setor
defensivo. Foram 28 gols sofridos ao longo do
ano. Os corintianos esperam conseguir pelo menos
um empate, e levar a decisão para São
Paulo onde certamente contará com
o apoio da sua fiel torcida.
Os caminhos da vitória:
O miolo de zaga, composto por Betão e Marino,
tem causado calafrios nos corintianos. Os dois
são razoavelmente seguros no jogo aéreo,
mas pecam pela excessiva lentidão e má
qualidade na saída de jogo. Se pressionados
e exigidos na velocidade, certamente terão
muito trabalho. Ainda mais frente a um ataque
rápido como o do Náutico. A possível
ausência de Kuki e Felipe, porém,
é um problema a ser administrado por PC
Gusmão.
Os jovens laterais Eduardo
Ratinho e Everton, crias das divisões de
base corintianas, costumam chegar com qualidade
ao ataque especialmente o primeiro
mas têm sérias deficiências
na composição do setor defensivo.
Talvez por isso, José Augusto tenha resolvido
armar seu time com 3 volantes.
A cabeça-de-área
é formada por três jogadores de muita
disposição e virilidade. Ainda assim,
Magrão e Marcelo Mattos (titulares absolutos
do setor) não raramente apelam à
violência para conter os rivais. Além
do mais, são puramente jogadores
de marcação, por assim dizer,
sem qualidades para fazer o jogo fluir no meio-campo.
Isso faz com que o Corinthians seja uma equipe
engessada, com pouquíssima
mobilidade na meia cancha. Dessa forma, o Náutico
deve buscar pressionar os volantes e evitar os
avanços dos laterais, que representam as
raras alternativas de saída de bola corintiana.
Marcel e Acosta serão os responsáveis
por preencher o setor, e uma boa jornada é
imprescindível.
Anular o jovem meia Willian
provavelmente uma função
para o não menos jovem Elicarlos -, único
responsável direto por municiar os atacantes
é, indubitavelmente, um dos caminhos mais
importantes para a vitória alvirrubra.
O Corinthians deposita muitas confianças
nesse jogador (campeão sul-americano sub-20
com o Brasil, em janeiro, no Paraguai) a ponto
de deixar no banco o cerebral meia Roger, de longe
o jogador de maior qualidade técnica nesse
elenco, importantíssimo na conquista do
brasileiro de 2005.
Para o ataque, as apostas
de José Augusto são o ex-flamenguista
Jean Carlos e o boliviano Arce. Embora sejam muito
contestados pela torcida, ambos são muito
velozes, especialistas em contra-ataques,
e seguramente darão muito trabalho à
inconstante defesa alvirrubra. Evitar os contra-golpes
é, portanto, fundamental ao Náutico.
Por fim, é indispensável
o apoio da apaixonada torcida alvirrubra, lotando
os Aflitos, incentivando o Náutico do primeiro
ao último minuto, levando o Timbu à
glória.
Saudações
alvirrubras. Vamos à vitória!
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