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Vitória e desentrosamento
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 19 de Janeiro de 2008
Enfim,
o Náutico conquistou os primeiros três
pontos no Pernambucano da Série A1 2008.
O reencontro do Timba com a torcida alvirrubra,
no Caldeirão, não poderia ser diferente:
vitória em cima do atrevido time do Centro
Limoeirense. Aliás, se a equipe não
apresentou um primor de futebol, ao menos nas
dependências do Eládio de Barros
Carvalho, quase 14 mil espectadores mostraram
a força da camisa 12 Timbu, contradizendo
certas pesquisas encomendadas.
Com as alterações
feitas pelo técnico Roberto Fernandes após
a enfadada estréia do Náutico na
competição, o time mostrou que a
produção tende mesmo a melhorar.
Não apenas no aspecto técnico, mas,
em especial, na parte tática da equipe.
O entrosamento ainda não existe e serão
precisos mais alguns jogos até que se atinja
o ideal de competitividade.
Até lá, lampejos
e futebol no pé são os requisitos
que não podem faltar aos atletas que têm
experiência para levar o time às
conquistas. Everaldo, Radamés, Felipe,
Warley, Rafael Santos, Geraldo e companhia têm
o dever de conduzir e orientar os menos experientes
para contribuir com o Náutico, ainda neste
turno do Estadual.
É bem verdade que
a comissão técnica não explorou
tanto a pífia condição do
gramado do Pereirão, em Serra Talhada.
Por sinal, como andaram justificando por aí
afora o péssimo futebol mostrado por uma
pseudo seleção, na partida do Gigante
do Agreste, em Garanhuns. Pelo contrário.
Roberto Fernandes preferiu não iludir torcedor
e tratou de dar uma cara de time de futebol ao
seu.
Em relação
ao jogo, parecia que iria ser a partida para o
Náutico deslanchar no saldo de gols. E
até foi. Quando o placar estava em 3 a
0, não se cogitava a reação
do time centrista. Mas aí o time mandante
recuou e cedeu espaços ao visitante, que
não se fez de rogado. Agradeceu à
força e engrossou a situação
até ali, cômoda.
Desatenção,
falta de empenho e corpo mole foram fatores que
contribuíram para o susto provocado pelo
adversário ao time do Náutico. Não
se pode, de maneira alguma, admitir-se que uma
equipe em formação deixe de estar
atenta durante os 90 minutos de jogo.
Depois, os gols desperdiçados
na etapa inicial, e da metade para o final da
partida, poderiam fazer falta. Mas, ainda assim,
o Náutico retomou as rédeas da partida
e garantiu um resultado positivo, que poderia
ter sido conquistado com folga e um saldo de gol
amplamente favorável. Mas, como nada é
perfeito, vamos em frente...
Furto - Só
para variar, a arbitragem tem que tirar uma casquinha
do Náutico. Desta vez o autor do absurdo
foi o apitador Adriano Siebra. Aos 44 minutos
do segundo tempo, ele "inventou" uma
vantagem no lance em que um defensor centrista
intercepta Geraldo na área.
A regra deveria ser única.
Seja para Sport, Santa Cruz, Ypiranga, Salgueiro
ou Náutico. Então, alvirrubro: "Fique
de olho no apito..."
Avante, Náutico!
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