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Limitações
e perspectivas do Náutico
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 19 de Abril de 2007
Tinha
tudo para ser um bom jogo, em especial com um
bom resultado para o Náutico. Mas a partida
diante de um limitado Corinthians pelas oitavas-de-final
da Copa do Brasil 2007 terminou sendo uma decepção.
Eis a minha opinião sobre o que produziu
a equipe comandada por Paulo César Gusmão,
ao final dos primeiros 90 minutos da decisão
às quartas-de-final dessa competição
nacional.
Se não deu para
virar o placar aqui no Eládio de Barros
Carvalho, ao menos fica a esperança de
que é possível conquistar uma vitória
lá no Pacaembu, na noite da próxima
quinta-feira (26). O equilíbrio entre os
times é total. Isso porque, sem Felipe
e Kuki, o Náutico se igualou ao limitado
time paulistano. Sobra vontade e falta técnica,
e esquema tático aos alvinegros.
Para começo de conversa,
não contar com os dois atacantes referenciais
não pode, e nem poderia, ser a desculpa
suficiente para o vexame que foram os 45 minutos
iniciais. As ausências de Felipe e Kuki
pesaram muito. Não vou negar. Mas o prata-da-casa
Jhon não produziu o esperado. Esse garoto
poderia ter produzido melhor. De que maneira?
Fazendo gol, ora essa!
Depois, entrar com três
volantes de nada adiantou. Como é possível
admitir levar um gol do meio da rua, como o do
atacante Magrão. Falhou junto com a proteção
de zaga o goleiro Gléguer. Não importa
como fora a trajetória irregular da bola.
Não me conformo com explicações
da Física, ou Meta Física. Se fosse
Rodolpho atrelariam a falha à sua pouca
altura.
Porém, a inoperância
do sistema ofensivo fora evidente na equipe. Apenas
dez chutes a gol, em 90 minutos. E somente dois
entraram na barra. Isso sem falar nos 38 passes
errados. Isso só para ilustrar o panorama
geral do que produziu o Náutico. Uma mediocridade!
Parece até que o
Paulo César que tinha chegado há
pouco tempo - e por conseqüência não
conhecia de perto o grupo - era o Gusmão,
e não o Carpegiani. Limitações
são superadas com vontade e espírito
competitivo. Assim foi o comportamento do esforçado
time corintiano. Catimbeiro, fadado ao anti-futebol,
enfim o que se chama de "competitivo".
Um outro aspecto relevante favorável ao
Corinthians fora o árbitro. Aliado a esta
cafajestagem, a arbitragem tendenciosa do juiz
norte-rio-grandense, que deixou de marcar um pênalti
em cima de Eliomar, logo aos quatro minutos de
jogo. Sem dúvida, essa condição
mudaria a história do confronto. Mas...
Mesmo assim, a garra demonstrada
na etapa final ao menos traz o alento de que os
jogadores do Náutico quiseram compensar
a presença maciça do torcedor. Nem
mesmo o mau tempo, que perdurou durante toda a
quarta-feira (18), no Recife e Região Metropolitana
afugentou os aguerridos alvirrubros. Quase 20
mil foram dar o seu crédito ao time ridículo
do treinador PC Gusmão.
A diretoria precisa abrir
os olhos e pisar no chão. Esse "teste"
que o Náutico fez só corrobora com
a opinião de dezenas de torcedores, advindas
das dependências dos Aflitos, ao final da
partida: "O Náutico, infelizmente,
está no caminho de volta da Série
B! A diretoria não pensa grande e muito
menos com fibra de quem pretende, ou quer, permanecer
na elite do futebol brasileiro!".
A incompetência apontada
por torcedores do Náutico diz respeito
aos limitados laterais, entre outras falhas gritantes
do grupo. Sidny fez até o gol de empate,
mas isso era mais esperado que viesse dos atacantes.
Deleu está improvisando até futebol,
e isso é péssimo. A limitação
de Fábio Silva, e o retorno razoável
de Beto, autor do primeiro gol timbu, não
são suficientes para o Tim se garantir
como time confiável.
Entre o desejo e a realidade,
o Náutico tem que mudar da água
para o vinho. Caso contrário, iremos amargar
o regresso à Segundona, em 2008. Pensar
pequeno é o motivo suficiente para uma
agremiação não alcançar
grandes objetivos. Mas ainda há esperança
e tempo para agir. Ou reagir, se quiser assim.
Avente, Náutico!!!!!!
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