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Náutico precisa
dar a volta por cima
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 19 de Junho de 2007
Abaixo
da crítica. Ou uma lástima. Assim
considero o que assisti da sexta participação
do Náutico no Brasileirão 2007,
no Maracanã, quando o time "acompanhou
de perto" o poderio do Botafogo, líder
isolado da competição. Até
aí tudo normal, não fosse pela atitude
de alguns atletas, que mudaram (para pior) a história
da partida. A favor da equipe da estrela solitária.
A expulsão do zagueiro
Cris merece um capítulo à parte.
Não se admite que o time leve cartões
amarelos gratuitos, sem necessidade. Não
estou querendo que os jogadores parem de entrar
nas divididas, e ganhar as jogadas, mas que alguns
deles precisam conhecer regras de futebol, disso
eu não duvido. Alguém dentro do
clube tem que assumir essa função,
antes que seja tarde demais para o Náutico,
na Série A.
Vamos começar pelo
seguinte ponto: Por que o técnico PC Gusmão
não avisou aos seus comandados que um dos
pontos fortes do Botafogo eram as faltas na entrada
da área? Se ele orientou, então
por que Daniel Sobralense não obedeceu
a essa observação e proporcionou
chances ao adversário? Os chutes de fora
da área também caracterizam a força
de ataque alvinegro.
Essa seria para Fabiano.
Tudo bem. Ele defendeu o pênalti cobrado
por Dodô, mas o primeiro e o terceiro gols
foram defensáveis. Talvez uma correção
no posicionamento evite essas falhas. Não
vou deixar de reconhecer os méritos dele
em defesas importantes, como o próprio
pênalti, mas, ao final dos 90 minutos, o
placar não foi a favor do Náutico.
Paciência...
Mas o problema não
se restringiu ao esforçado goleiro alvirrubro.
A cada rodada, o time é modificado por
conta da questão disciplinar. Até
o momento já são quatro expulsões
em seis partidas. Será que isso é
uma maneira de o jogador conseguir tirar uma folga?
Existe algo muito estranho nisso tudo! Quero -
e exijo - respostas.
Aliás, a torcida
alvirrubra pede respostas contundentes, claras
e convincentes da diretoria, da comissão
técnica e do time. Por exemplo, na questão
do zagueiro Breno, como fica essa situação?
O estrupício que veio do Vasco já
foi devolvido (Yves), e aí?! Os salários
desses jogadores estão em dia? Não
se pode cobrar de ninguém sem cumprir as
obrigações ululantes...
Prefiro que essas respostas
sejam dadas em campo, como foram as expulsões.
Mas que seja traduzido como resultado positivo.
De preferência contra o Goiás, na
rodada seguinte.
A bola da vez foi Cris.
Reconheço as contribuições
dele para o time, que até gol de cabeça
já marcou no campeonato. Porém,
ele não tem o direito de fazer uma falta
totalmente inútil, infantil. O que ele
fez, na minha opinião, foi muito pior do
que aquela atitude destemperada de Gléger,
após um treinamento nos Aflitos. Ele deixou
o time na mão enquanto estava em CAMPO.
Grande parte da culpa pela
derrota foi sua Cris. Assuma os erros que comete.
Eis o primeiro passo para uma forma madura de
encarar a vida de jogador profissional. Não
que Sidny não tenha contribuído
com um futebol sem objetividade. Enquanto Deleu
estiver improvisado, não há como
exigir de ninguém na lateral esquerda do
Timbu. Hamilton ainda está em fase de "testes"
e ainda "faltam 32 partidas" para ele
mostrar um bom futebol.
No meio-de-campo, me lembro
de quando o Náutico jogava com Marcel e
Acosta, na frente. Agora, ou joga um ou outro.
Por ter sido expulso contra o Paraná, Acosta
não pôde ir ao Rio de Janeiro. Mas
ele vai estar diante do Goiás, enquanto
Marcel recebeu o terceiro amarelo e estará
de folga.
Na proteção
de zaga, Elicarlos é o titular absoluto.
Daniel Paulista mostrou regularidade na estréia
diante do time carioca, tirou algumas bolas, mas
também falhou em outras. Mesmo assim é
preciso um melhor entrosamento com o companheiro
de setor. Isso só na prática se
adquire.
No ataque, quero estar
equivocado, mas parece que entre fogos de artifício
e o ataque do Náutico, a Caramuru está
na vantagem. Época de festejos juninos,
os fogos Caramuru estão bem requisitados
pelo estado afora. Ídolo maior do clube,
o gnomo Kuki é o guerreiro de sempre. Mas
não dá para fazer milagre sem receber
bola e sem ter quem receba as suas assistências
na medida.
Mérito no gol de
honra do Timba, pois Kuki acreditou na jogada
e importunou o zagueiro, que atrasou para o goleiro
botafoguense. O detalhe foi que a bola chegou
na intermediária adversária por
meio de um chute de Fabiano.
A solução
para reverter o quadro - até porque o Náutico
está na famigerada zona de rebaixamento
- é simples: TEM QUE GANHAR do Goiás
DE QUALQUER JEITO, domingo, no Caldeirão
Alvirrubro. Se o problema é se agarrar
às apelações, nada melhor
do que se aliar a São João.
Por outro lado, há
uma seqüência que vejo como favorável
ao Náutico. Como joga em casa na sétima
rodada, o Timbu depois fará o Clássico
dos Clássicos, na Ilha do Retiro. Porém,
a partida será na noite da quinta-feira
(28). O Sport terá vindo de viagem à
Curitiba, enquanto o Alvirrubro passará
todo esse tempo no Recife.
Vale lembrar que a partir
de agora, os jogos do Brasileirão 2007
serão realizados nos domingos, quartas,
quintas, sábados e até terça-feira
(no caso específico da nona rodada da competição
nacional).
Avante, Náutico!
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