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Entre a oscilação
e a obviedade
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 19 de Agosto de 2008
Parece
brincadeira, mas até quando o time do Náutico
terá que aturar as falhas anacrônicas
do goleiro Eduardo neste Brasileirão 2008?
Não sei se é uma cláusula
contratual, dívida a pagar ou chantagem
do jogador para com diretoria e comissão
técnica alvirrubras, mas até agora
fico sem acreditar que será preciso este
jogador receber o terceiro cartão amarelo
para ter que ceder gentilmente a sua cativa vaga
para o reserva André Sangali poder, enfim,
estrear com a camisa 1 do Timbu! É muita
tolerância para pouca competência,
viu!
Não o considero
como o único culpado do resultado deste
domingo (17). Porém, da maneira como se
desenhou o gol de abertura do Goiás, se
aquilo não é culpa do goleiro, então
não precisa colocar ninguém naquela
posição. É fato que não
houve nenhuma cobertura da defesa, mas espalmar
a bola para frente da barra, dentro da pequena
área, não é o recurso mais
recomendável. Isso não se precisa
ter mais de dez anos de idade (quem acompanha
futebol, ou já jogou uma pelada na vida)
para perceber o óbvio.
Depois, convenhamos, o
que foi que aconteceu com o time do Náutico,
no Serra Dourada, hein? Um amontoado de peladeiros,
sem interesse na partida, sem objetividade na
competição, nem combatividade nas
disputas. Parecia que o Náutico fora representado
apenas nas arquibancadas, com a presença
sempre marcante da Confraria Timbu Coroado quando
os jogos são no Centro-Oeste, e cuja sede
fica em Brasília. Dentro das quatro linhas
muita apatia e falta de vontade de vencer. Erros
de passes absurdos, finalizações
bizarras e quase nenhuma troca de passes. N-A-D-A!
Jogador de futebol é
engraçado. Quando vence um jogo quer receber
mais dinheiro, como forma de premiação.
Agora, quando apresenta aquela falta de respeito
ao torcedor, aí fica por isso mesmo. Não
perde um centavo por conta da malemolência,
do corpo mole, da pipocada que deu. Depois alguns
ficam até chateados quando são tachados
de mercenários ou mascarados, por parte
da torcida, ou mesmo de cronistas esportivos.
A oscilação
do time do Náutico na competição
é até compreensível. A diretoria
de futebol não se planejou e passou a apostar
em qualquer um que calçasse um meião,
um calção ou vestisse a camisa alvirrubra.
Sem critério, o resultado não poderia
ser diferente: uma avalanche de prejuízos
e desculpas evasivas... Foi tudo o que restou
para o torcedor do Náutico engolir. Mas
ainda resta um alento (?).
De acordo com declarações
do técnico Roberto Fernandes, alguns atletas
(recém-contratados) ainda não estrearam
e, a partir do jogo contra o Botafogo (que será
na 23ª rodada) é que ele terá
todos os mágicos à sua
disposição. É bom lembrar
ao treinador que não existe encanto no
futebol. Ou será que, até lá,
todos eles vão estar bem entrosados, na
ponta dos cascos, como se diz na gíria
futebolística?
Bom, enquanto as apostas
continuam nos Aflitos, o campeonato brasileiro
não pára. Vamos à 21ª
rodada. Por sinal, esta promete ser daquelas...
O confronto diante do Fluminense é mais
do que um atrativo para o torcedor (que, diga-se
de passagem, até aqui não falhou
para com a equipe!). E um desafio à altura
para o time. As equipes encontram-se na zona de
rebaixamento e só a vitória interessa
ao Náutico para cair fora desta roubada.
Outro resultado só viria a aprofundar uma
situação, até agora, totalmente
reversível.
Isso porque as equipes
que estão logo acima da zona de degola:
Portuguesa e Vasco, respectivamente, estão
com 22 pontos e vão se enfrentar nesta
rodada. Em empate entre os luso-brasileiros seria
o ideal, contanto que o Timbu faça o tricolor
carioca virar um autêntico pó-de-arroz.
É comparecer aos Aflitos e trazer o Náutico
de volta à competição entre
os melhores, rumo à Sul-americana! Faça
a sua aposta, torcedor, pois a roleta está
girando...
Avante, Náutico!
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