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Futebol e o detalhe
primordial
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 20 de Agosto de 2007
Não
dá para acreditar... Por mais que o Náutico
não tenha feito a sua parte, a sorte esteve
bafejando o cangote do Timbu, no Brasileirão
2007. É que os outros resultados da rodada
que interessavam ao Alvirrubro ocorreram numa
boa, na maior! Não vencer o Atlético
Mineiro foi duro de aceitar, mas o futebol é
ingrato e o antijogo praticado com "classe"
pode sim prevalecer. Convenhamos, não há
nada de novo nesse argumento.
Os empates entre Atlético
Paranaense e Figueirense, na Arena da Baixada
(1 a 1); Juventude e Corinthians, no Alfredo Jaconi
(2 a 2); derrota do Flamengo para o Palmeiras
(2 a 1), no Parque Antarctica e até mesmo
a derrota do Fluminense para o Cruzeiro (4 a 2),
no Mineirão foram os resultados necessários
para elevar o Náutico para fora da zona
famigerada.
Então, fica constatado
que não foi por falta de sorte (apenas)
que o Náutico não saiu da zona de
rebaixamento. Mais uma vez, o time conseguiu impor
o seu melhor futebol, espremeu o adversário
contra a parede, mas o detalhe (como diria o treinador
Carlos Alberto Parreira) aquele sinistro detalhe,
não aconteceu. Infelizmente, não
adianta dominar a partida sem alterar o placar.
O interessante foi constatar
que o futebol apresentado pelo "Patético"
Mineiro encheu a vista de grande parte da mídia
nacional. Pois é, o que vale são
os três pontos... Mesmo que a equipe não
convença nem mesmo ao próprio treinador.
Sem querer desviar o foco
do assunto, o árbitro paulista Seneme,
mais uma vez, mostrou a que veio aos Aflitos.
Na partida contra o Fluminense, ele deixou de
marcar pênalti a favor do Náutico,
em cima de Acosta. De novo, ele não "vê"
o meia uruguaio ser empurrado dentro da área,
no final da partida. Que coincidência, hein!
Quem disse que não
adianta fazer escarcéu contra a arbitragem
nacional, "pois não dá em nada",
está amplamente equivocado. Quem acompanha
o campeonato brasileiro entenderá o que
afirmo nestas linhas. Não vou, e nem quero,
me ater ao óbvio. Chega!
O curioso foi que não li, ouvi ou assisti
nenhum repórter da crônica esportiva
de Pernambuco questionar ao técnico Emerson
Leão, ao final do confronto, se ele havia
gostado da arbitragem na partida de domingo (19).
E é porque são todos preocupados,
e antenados, com o futebol pernambucano! Imagine
se não fossem?! Deixa pra lá, a
Angra é dos Reis...
Bom, voltando ao Náutico,
o time insistiu, e até persistiu, mas sem
a pujança na hora de finalizar as jogadas.
A resposta super consciente do técnico
Roberto Fernandes, quando externou os motivos
pelos quais o Timba havia perdido a segunda consecutiva,
me deixou tranqüilo. Simplesmente, ele justificou
diferenciando que a bola atleticana balançou
as redes adversárias. Ao contrário
da bola alvirrubra.
A fome de Marcelo Silva,
que driblou o goleiro e chutou pra fora, com Sidny
do seu lado, no final do primeiro tempo; a infelicidade
total de Felipe, que recebeu "o passe"
de Marcelinho, no começo da etapa final,
mas empurrou a redonda para linha de fundo, não
podem ser considerados como falta de sorte. Nem
mesmo o desvio da zaga atleticana no finalzinho,
quando a bola caprichosamente foi parar no travessão,
pode ser encarado como tal.
Paciência. Isso são
coisas do futebol. O problema é que já
se vão 20 rodadas e o próximo jogo
do Náutico será contra o líder
São Paulo, no Morumbi.
Mas, como o Náutico
é o time do imprevisível, porque
não contar com uma surpreendente e arrebatadora
vitória contra o líder do Brasileirão.
Se já ganhou no Caldeirão Alvirrubro
por 1 a 0, não seria novidade repetir a
dose. Calma, continuou a pisar no chão,
mas futebol se decide nas quatro linhas (apesar
da nojeira organizada que é essa arbitragem
nacional, e do segregacionismo antinordestino
não assumido pelo resto do País).
Mesmo assim, vamos em frente.
A vida continua e o Náutico ainda depende
das próprias forças para continuar
a volta por cima na Série A.
Avante, Náutico!
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