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Para quem acha que entende
o futebol...
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 23 de Abril de 2007
O futebol
sempre será futebol, ou seja, imprevisível.
Não adianta querer impor alguma lógica
do tipo: equipe com melhor nível técnico,
melhor campanha, joga pelo empate, vai atuar diante
da torcida... A imprevisibilidade faz com que
o surrealismo seja parte do cotidiano dessa modalidade
que apaixona milhões, ou melhor, bilhões
de torcedores planeta afora.
Os exemplos que fizeram
história neste final de semana pelo Brasil,
por diversos campeonatos estaduais, ilustram como
mais do que possível o que o Náutico
pode e deve fazer lá dentro do Pacaembu:
ganhar do Corinthians e passar às quartas-de-final
da Copa do Brasil 2007. Uma simples vitória
mantém o Timbu na briga pelo título
da competição nacional.
Quem diria que o poderoso
São Paulo, atual campeão brasileiro
e vice-campeão da Taça Libertadores,
seria goleado por 4 a 1 na segunda partida semifinal
dentro do Morumbi pelo esforçado, e azarão,
São Caetano? Isso com maior torcida e melhor
índice técnico. Pois é...
Mas o futebol é feito com bola na rede
e prevalece quem jogar melhor dentro de campo,
em determinados 90 minutos.
Não adianta contar
com a simpatia da imprensa, o favoritismo dos
números, ter tradição, estatística
ou qualquer outro blá, blá, blá
teórico retórico. Em alguns casos,
nem com a ajuda da arbitragem, Clube dos 13 ou
CBF é suficiente para um clube atingir
o seu objetivo, simplesmente por se pensar que
ele TEM QUE FICAR COM A AQUELA VAGA.
O equilíbrio entre
Náutico e Corinthians é total. Não
vejo vantagem para o time paulistano por jogar
no Pacaembu, diante de sua surtada torcida. Os
jogadores alvirrubros devem ser conscientizados
pela comissão técnica de que vão
encarar um adversário com quem vai jogar
por mais duas ocasiões, durante o Brasileirão
2007. É só mais um time entre os
outros 18 da Primeira Divisão.
Se o alvinegro de Parque
São Jorge chegou a vencer por 2 a 0, nos
45 minutos iniciais, e o Náutico reagiu
ao empatar na etapa final, com chances até
mesmo de virar o jogo, então não
há como negar esse fato. Qualquer enfoque
diferenciado fica por conta e risco de quem o
fizer. O meu palpite é de que o Náutico
PODE e DEVE ganhar de um adversário que
está, no mínimo, em condições
de igualdade. Isso é o mundo do futebol:
redondinho, redondinho...
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