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Brasil
se rende ao futebol do imprevisível Acosta
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 23 de Novembro de 2007
Magnífico.
Habilidoso. Temperamental. Artilheiro. Eis as
características que constituem o ser-jogador
de futebol Beto Acosta. Entre o grotesco e o magnífico,
como diria o radialista Ednaldo Santos, ele se
destacou na temporada de 2007 como a maior revelação
do Náutico, e por que não, do futebol
de Pernambuco.
Desde quando chegou aos
Aflitos, "el gringo" agradou pela forma
como sabe conduzir a bola até a área
adversária. Quando não faz gol,
ele participa de maneira direta, com passes precisos
para os demais companheiros de equipe que estão
melhores colocados. Atualmente, o uruguaio é
vice-artilheiro do Brasileirão, com 19
gols marcados, em 29 jogos - Acosta ficou de fora
de sete partidas do Náutico.
Já na sua estréia
na temporada, o meia mostrou a que veio com um
magnífico gol de letra, na goleada do Náutico
sobre o Ypiranga por 6 a 0, nos Aflitos, na abertura
do returno do Estadual 2007. Na seqüência,
diante do Porto, uma expulsão casuística
o colocou na berlinda.
Houve quem defendesse punição
e até mesmo exclusão do uruguaio
do grupo timbu. Logo naquela ocasião, quando
o próprio lateral-esquerdo do Gavião
do Agreste Piauí (atualmente no Atlético
Paraná) o inocentou da jogada fortuita.
Na estréia do Brasileirão,
diante do Atlético Mineiro, no Mineirão,
novamente Acosta faz história ao abrir
o placar. No empate diante do Paraná, num
partidaço que acabou com quatro gols para
cada lado, no Eládio de Barros Carvalho
- o Timba chegou a estar perdendo por 4 a 2 -
ele fora expulso por falta de critério
do árbitro. O primeiro cartão amarelo
foi aplicado por ele ter ido comemorar o gol de
empate com a torcida, no alambrado do estádio.
Já vi muitos outros fazerem isso durante
a competição, e os árbitros
nem aí!
Na nona rodada, no clássico
diante do Sport, na casa alheia, Acosta fora puxado
e cotovelado na área, numa cobrança
de escanteio. Mas revidou e acabou expulso. A
súmula foi prontamente desmoralizada pelo
pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva
(STJD), no Rio de Janeiro, pois "el gringo"
fora absolvido da armação do trio
pernambucano.
A certa altura, grande
parte dos cronistas locais defendia a exclusão
de Acosta do Náutico. O argumento: custo
benefício para o clube. Pois bem. As rodadas
avançaram e Acosta foi calando a boca de
um por um, com grandes apresentações,
gols e jogadas espetaculares, até culminar
com o grande momento: o seu nome é o ÚNICO
a constar na lista dos melhores do Brasileirão,
dentre as três equipes nordestinas que estão
na Série A.
Candidato a craque do Brasileirão,
ao lado do goleiro Rogério Ceni (São
Paulo) e do meia-atacante Valdívia (Palmeiras),
além de melhor atacante, Acosta valeu todo
e qualquer sacrifício feito para que ele
permaneça no Clube Náutico Capibaribe!
Para desespero de muitos, ele já renovou
para a temporada 2008. Independente do resultado
desta disputa, Acosta já é história
viva do futebol do Náutico, e, por tabela,
do Estado!
Parabéns, Acosta!
Orgulho para o Náutico! Um representante
DE FATO e DE VERDADE do futebol de Pernambuco!
Avante, Náutico!
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