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Vantagem e quebra de
tabu
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 25 de Abril de 2008
O Náutico
fez o seu dever de casa. Ganhou do Atlético
Mineiro e agora irá defender a vantagem
do empate para garantir a classificação
às quartas-de-final da Copa do Brasil 2008.
Se o placar não foi o ideal, ao menos a
equipe mostrou poder de superação
ao virar o jogo para 3 a 1. O fato de não
ter marcado o quarto gol acabou tendo um efeito
negativo. Depois de muito resistir às investidas
atleticanas, a equipe levou o segundo gol e deixou
alguns atletas cabisbaixos, além de grande
parte da torcida alvirrubra desconfiada.
Com um futebol aplicado
e voluntarioso, o Náutico não reeditou
a excelente partida que fez contra o Juventus/SP
porque não chegou a tomar gol. No seu segundo
jogo da competição, nos Aflitos,
o time comandado por Roberto Fernandes voltou
a empolgar a torcida e os destaques foram o goleiro
Eduardo (com importantes defesas), o lateral Berg
(com um golaço) e o atacante Felipe, o
velho carrasco do Galo mineiro (com os dois primeiros
gols).
Porém, como o futebol
tem três resultados (ao menos previsível),
o Timbu terá dois deles a seu favor. Particularmente,
não vejo problemas em encarar o Galo, no
Mineirão. Agora, não sou inocente
e sei do que a arbitragem nociva será capaz
para impedir que o Náutico elimine o time
das Alterosas, no seu terreiro. Basta observar
o que o mago de ruim Sérgio Carvalho, do
Distrito Federal, aprontou por aqui no Caldeirão.
Será que ele veio encomendado?
Cá entre nós:
depois que aquele energúmeno acrescentou
seis minutos, no segundo tempo, é que notei
que o Náutico fora garfado
naquela partida diante do Salgueiro, na penúltima
rodada do hexagonal (no Albertão 2008,
leia-se Campeonato Pernambucano). Aqueles oito
minutos ficaram de graça frente ao antijogo
praticado pelo time sertanejo.
Para aqueles que aderiram
à teoria do apocalipse, vale lembrar que
o Timba já esteve em situação
pior, na mesma fase da Copa do Brasil 2007. Quando
o timinho do Corinthians veio enfrentar o Náutico,
eles colocaram 2 a 0, mas o houve luta e o Alvirrubro
conseguiu empatar. Para o jogo da volta, o time
pernambucano era tido previamente e equivocadamente
como eliminado. Mas o Náutico não
somatizou esta falácia (nacional e principalmente
local) e calou a boca de toda uma nação,
e ainda do resto da província recifense,
ao meter 2 a 0 neles, no Pacaembu.
Mais fatos: ao término
do jogo, o versátil lateral Ruy fez questão
de mencionar que o Náutico havia ganhado
o jogo contra o Atlético (aliás,
quase ninguém falou sobre a quebra deste
tabu, né!) e agora detém a vantagem.
Outro lembrete enfático de Ruy foi o da
sua frustrada experiência no ano passado,
quando defendia o Figueirense. Na final da Copa
do Brasil contra o Fluminense. No primeiro jogo,
houve empate por 1 a 1, no Maracanã. Mas,
no Orlando Scarpelli, o Figueira foi derrotado
para o tricolor carioca por 1 a 0. Moral da história:
valeu a pena ter conquistado um empate com gol
fora de casa?
A exceção
do Juventude/RS, que tem se caracterizado como
um exímio reversor de causas perdidas neste
temporada, não se pode deixar de acreditar
na possibilidade de classificação
do Náutico às quartas-de-final.
Este é o meu argumento e eu acredito nesta
condição. E por que não?!
Não existe lógica
que dure muito tempo no mundo das quatro linhas.
A experiência mostra e a vida ensina. A
cada partida. A cada jogada. A cada gol. A cada
vibração da torcida. A cada comentário
sem critério da crônica esportiva.
A cada visão de mundo. A cada adversário
subestimado. A cada rotação e translação
que a Terra executa. Depois, nem sempre a razão
prevalece. Não é mesmo Galileu...
Avante, Náutico!
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